Organização indígena do Canadá encontra mais de 700 covas não identificadas em antigo internato | Mundo

Organização indígena do Canadá encontra mais de 700 covas não identificadas em antigo internato | Mundo

A principal organização indígena do Canadá encontrou mais de 700 covas não identificadas em um antigo internato, informaram nesta quinta-feira (24) em um pronunciamento.

Ao menos 751 covas sem identificação foram encontradas dentro do terreno de um colégio administrado pela Igreja Católica – com a autorização do governo – para estudantes indígenas.

Ainda não está claro a quem pertenceriam os restos mortais encontrados e se eles eram todos de crianças.

A descoberta foi feita na província de Saskatchewan semanas após os restos de mais de 200 crianças terem sido encontrados em instituição similar na província de British Columbia (veja no vídeo abaixo).

VÍDEO: A aterrorizante descoberta dos restos mortais de 215 crianças indígenas no Canadá
VÍDEO: A aterrorizante descoberta dos restos mortais de 215 crianças indígenas no Canadá

VÍDEO: A aterrorizante descoberta dos restos mortais de 215 crianças indígenas no Canadá

Cadmus Delorme, chefe da organização indígena First Nation, disse em entrevista coletiva que “registros da história oral dizem que pode haver adultos entre os enterrados.

A investigação do terreno, para descobrir a existência das covas, começou em 2 de junho com a ajuda de equipamentos de radar.

Um relatório completo com abusos e novas descobertas deve ser divulgado no início de julho, segundo organizações indígenas do país.

Instituições para indígenas

Os vestígios encontrados nos internatos desativados expõem uma história de abusos contra a população indígena do Canadá.

Por mais de um século, o governo do país norte-americano administrou, com o apoio da Igreja Católica, colégios para integrar os indígenas à sociedade.

Eles fazia parte do Sistema Escolar de Residências Indígenas do Canadá, que tinha 130 internatos em todo o país.

Nos locais há relatos de todos os tipos de abusos, com punições físicas. As crianças eram proibidas de falar sua língua ou praticar a cultura de seus povos.

Placa na entrada da antiga Escola Residencial Kamloops Indian, em British Columbia, no Canadá — Foto: Andrew Snucins/The Canadian Press via AP

Se insistissem em não falar inglês ou francês, podiam ter a boca lavada com sabão, segundo contam alguns dos nativos que foram forçados a frequentar esse tipo de instituição.

Estimativas de entidades de direitos indígenas falam em mais de 6 mil mortos em instituições de ensino do tipo.

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, chamou a situação de “capítulo vergonhoso da história do país” em um pronunciamento no mês passado.

Ele também pediu que a Igreja Católica reconhecesse “responsabilidade” e “parte da culpa” na gestão dos internatos.

O Papa Francisco expressou sua “dor” e pediu que autoridades políticas e religiosas trabalhem juntas para lançar luz sobre o caso, mas não se desculpou sobre a participação da Igreja.

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