voluntários enfatizam importância do ato

voluntários enfatizam importância do ato

David Santos da Silva tem apenas 14 anos mas já sabe bem o valor de uma doação de sangue. Portador de anemia falciforme, ele é paciente da Fundação Hemoba há quase 10 anos e necessita de bolsas de sangue mensalmente. Nesta segunda, 14, Dia Mundial do Doador de Sangue, ele compareceu ao hemocentro para seu tratamento e reforçou o pedido: “doem sangue, pois este ato salva vidas”.

Pelo menos uma vez no mês, David se desloca com a mãe, Gismaura dos Anjos, do município de Cafarnaum, localizado a 470 km de Salvador, para realizar a transfusão de sangue na capital baiana. Desde os 5 anos do garoto, esse deslocamento faz parte da rotina de mãe e filho, que sentem na pele as dificuldades ocasionadas pelas oscilações e baixas na quantidade de bolsas.

“Em alguns períodos, nós precisamos vir pra Salvador mais de uma vez no mês para realizar o procedimento, e sempre com essa preocupação por conta dos estoques, principalmente nos momentos de crise”, comenta Gismaura.

Estoques em baixa

Consciente da baixa nos estoques, a fisioterapeuta Ana Claudia, 33, aproveitou a data comemorativa e compareceu ao hemocentro, na Vasco da Gama, para realizar o ato solidário. “É uma satisfação imensa poder contribuir ajudando o próximo. Com certeza, depois da recepção e acolhimento que tive hoje, irei doar outras vezes”, afirma.

Fisioterapeuta Ana Claudia aproveitou data comemorativa para realizar ato solidário | Foto: Olga Leiria | Ag. A Tarde
Fisioterapeuta Ana Claudia aproveitou data comemorativa para realizar ato solidário | Foto: Olga Leiria | Ag. A Tarde

Este é o mesmo sentimento do policial militar Albert Nogueira, 43, que também compareceu ao hemocentro nesta data mundialmente dedicada ao doador. “A doação de sangue é algo que faz bem para quem doa e para quem recebe. Todo mundo ganha”, reforça o PM.

Ao longo do mês de junho, a Fundação Hemoba realizará campanhas em alusão ao Junho Vermelho, para conscientizar a população ssobre a importância da doação, sobretudo neste período de pandemia. “Atualmente, o estoque crítico que está em falta é o AB e O negativo, porém toda doação é bem-vinda e contribui para a continuidade da vida dos pacientes”, reforça Iara Matos, coordenadora de coleta e captação de doadores da Fundação Hemoba. 

Quem pode doar

O voluntário que deseja doar sangue deve estar em boas condições de saúde, sem sintomas virais, pesar mais de 50 quilos, estar bem alimentado, ter dormido pelo menos 6h, não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12h, não fumar por, pelo menos, duas horas, e ter entre 16 e 69 anos incompletos. Menores de 18 anos precisam estar acompanhados do responsável legal, e apresentar documento original com foto.

Pessoas que se vacinaram contra a Covid-19 com a Coronavac poderão doar sangue após 48 horas. No caso do imunizante da AstraZeneca e da Pfizer, as pessoas podem doar após sete dias da vacinação. Durante a pandemia, a recomendação é de que pessoas com mais de 60 anos permaneçam em casa. Os interessados em doar podem comparecer a uma das unidades do Hemoba (consulte locais para doação).



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