Presidente do PDT admite tendência de apoio a ACM Neto para 2022

Presidente do PDT admite tendência de apoio a ACM Neto para 2022

Após quatro eleições apoiando candidaturas do PT ao governo da Bahia, o PDT pode estar mudando de rumos em 2022. Quem afirma a tendência é o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, que teceu elogios ao ex-prefeito ACM Neto (DEM), provável candidato a governador no próximo pleito.

Em entrevista para o programa Isso é Bahia, da rádio A TARDE FM (103.9), na manhã desta quinta-feira, 13, Lupi pontuou que ainda não há uma decisão tomada, já que a mesma depende de reuniões de diretórios e formalizações de alianças partidárias, mas confirmou que defenderá essa tendência dentro do partido.

“Apoiamos o PT em quatro eleições consecutivas. Estivemos juntos com o Wagner e com o governador Rui Costa nas suas eleições e reeleições e agora se esgotou esse ciclo. Estamos olhando para a frente. Temos um projeto de futuro, estamos trabalhando o Plano Nacional de Desenvolvimento e queremos apresentar isso para a sociedade. Na Bahia tivemos a vice do prefeito eleito Bruno Reis, a nossa Ana Paula Matos (PDT), e já temos essa aliança na capital. Apoiamos o grupo político capitaneado pelo ex-prefeito ACM Neto (DEM), principalmente pela sua excelente avaliação  em Salvador, e é uma aproximação que está indo a passos largos. Não temos uma decisão tomada ainda, mas a tendência que vou defender dentro do partido é o apoio a ACM Neto como governador do estado da Bahia”, afirmou.

Já no pleito nacional, com a polarização entre Jair Bolsonaro (Sem partido) e Lula (PT) bem definida, o PDT tenta construir uma terceira via através da candidatura do ex-ministro Ciro Gomes. 

Na última pesquisa, revelada pelo Instituto Datafolha, Lula aparece na liderança com 41% seguido por Bolsonaro, com 23%, Sérgio Moro (Sem partido), com 7%, Ciro Gomes (PDT), com 6%, Luciano Huck (Sem partido), com 4%, e João Doria (PSDB), com 3%. Na avaliação de Lupi, é natural que o petista esteja na frente, pela grande evidência que tem tido após a anulação de suas condenações.

“Uma pesquisa representa o tempo real em que ela é feita. Ainda estamos a mais de um ano e meio da eleição e hoje, o reflexo atual do ex-presidente Lula ter recuperado seus direitos políticos e suas condenações anuladas o colocou em grande evidência por essa injustiça cometida com ele. É natural que ele, que foi presidente duas vezes e teve uma boa gestão, tenha esse resultado principalmente, comparado com o governo atual que é um fracasso total”, disse, pontuando ainda que a grande distância da eleição possibilita que novas alianças e estratégias, como a chegada do publicitário baiano João Santana, fortaleçam a campanha de Ciro.

“João é, na minha opinião, um mago dessa área de marketing e propaganda. Contratamos ele e começamos a colocar as ídeias dele na frente e estamos em uma nova etapa. Procuramos formar novas alianças com partidos como o Rede, o PSB,  com o PV, com o DEM e com o PSD. Somos um partido consolidado, unido e vamos trabalhar para levar a candidatura de Ciro ao povo”.

Frente ampla

Questionado sobre a possibilidade de formar uma frente ampla, algo defendido por setores da esquerda, para enfrentar Jair Bolsonaro, Lupi afirmou que não vê rachaduras na base de oposição, que, segundo ele, já faz essa frente ampla ao governo dentro do Congresso Nacional.

De acordo com o presidente do PDT, todos partidos tem o direito constitucional de apresentar seus projetos em primeiro turno e caso haja um segundo turno entre Lula e Bolsonaro, apesar de crer em um embate entre Lula e Ciro, o lado estaria naturalmente escolhido.

Normalmente você faz frente ampla contra causas e não contra pessoas. Tivemos frente ampla contra a anistia, contra a ditadura militar, pelas eleições diretas. Hoje todos os partidos de oposição estão unidos pela causa da saúde, pelo combate à Covid-19 e pelos direitos dos trabalhadores. Somos uma frente ampla no Congresso Nacional. Então, quando você tem eleição, é garantido constitucionalmente que cada partido apresente sua causa e seu projeto. Caso haja um segundo turno com dois polos tão antagônicos como o presidente Bolsonaro e Lula, aí sim nós faremos nossa opção e jamais escolheríamos Bolsonaro. Mas eu acho que podemos ter um segundo turno com Lula contra Ciro. As pesquisas já mostram uma queda muito grande de Bolsonaro e a cada análise do nosso presente com essa pandemia, todas as mortes e todo esse desgoverno, a tendência é que caia ainda mais”.

 

 



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