Após caso do Atakarejo, ONG’s protocolam primeira ação no Brasil contra o racismo estrutural no trabalho

Após caso do Atakarejo, ONG’s protocolam primeira ação no Brasil contra o racismo estrutural no trabalho

Após as mortes de Bruno e Ian Silva no caso que envolveu seguranças do supermercado Atakadão Atakarejo, em Salvador, as ONG’s Educafro, Centro Santo Dias de Direitos Humanos e o Odara Mulheres Negras se uniram e protocolaram uma ação civil pública contra a empresa.

A ação aberta na 35ª Vara do Trabalho mira a erradicação do racismo estrutural nos ambientes de trabalho e é a primeira do tipo no Brasil.

Elas cobras uma indenização de R$ 207 milhões para a comunidade negra, que seria inicialmente convertida em bolsas de estudo. 

As instituições propõem ainda a inclusão de negros em todos os setores e hierarquias das empresas, na mesma proporção que estão presentes na sociedade, e um programa de treinamento em direitos humanos e igualdade.

Bruno da Silva, 29, e Ian Silva, 19, foram detidos pelos seguranças do supermercado Atakarejo no último dia 29 de abril, após furtarem placas de carne que, juntas, somavam R$ 700.

Ao invés de serem entregues à polícia, ambos foram espancados pelos seguranças e posteriormente entregues aos traficantes. Familiares confirmaram que foram procurados e chegaram a juntar R$ 10 mil para o resgate, mas os dois àquela altura já tinham sido mortos pelo “tribunal do crime”. 

Os corpos foram encontrados na comunidade da Polêmica, em Brotas, na mala de um carro. Ao todo, eles receberam mais de 30 tiros e facadas. 

De acordo com as ONGs, o ambiente de trabalho da empresa está contaminado pela violência racial, permitindo que funcionários recebam ordens como o homicídio de pessoas negras por motivo fútil, em um caso evidente de racismo estrutural.



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