Jurados acreditaram nas imagens que viram: o brutal assassinato de um homem negro e desarmado por um policial branco | Blog da Sandra Cohen

Jurados acreditaram nas imagens que viram: o brutal assassinato de um homem negro e desarmado por um policial branco | Blog da Sandra Cohen

Os 12 jurados seguiram a orientação da promotoria nas considerações finais do julgamento do ex-policial Derek Chauvin: “Acredite nos seus olhos”, apelou o promotor Steve Schleicher. Eles acreditaram piamente nas imagens que exibiram o policial impassível, pressionando o joelho sobre o pescoço de George Floyd por 9 minutos e 29 segundos, até que, sufocado, ele parasse de respirar.

Os cinco homens e as sete mulheres não compraram a versão da defesa de que a vítima foi morta por problemas cardíacos e uso de drogas e não pelo joelho de Chauvin. O júri expressou a decisão de forma rápida e taxativa, condenando em apenas dez horas, por unanimidade, o policial branco de 44 anos, em três acusações pela morte do negro Floyd, há 11 meses em Mineápolis.

O veredicto é um marco contra a impunidade em episódios de violência policial no país — no ano passado mil pessoas foram mortas por agentes de segurança, entre elas 40% negros. A expectativa é a de que a condenação de Chauvin pressione o Senado, com o aval da Casa Branca, para aprovar a lei que leva o nome de George Floyd e visa a combater a má conduta policial, o uso excessivo de força e o preconceito racial.

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Elaborado por democratas, o projeto de lei foi aprovado em fevereiro pela Câmara dos Representantes, mas está emperrado no Senado. Para ratificá-lo, dez republicanos teriam que se juntar aos 50 senadores democratas.

A pressão popular num dos casos mais visíveis da era “Black Lives Matter” foi determinante na condenação de Chauvin. Desta vez, teve o apoio do atual presidente dos EUA, que também acreditou no que os seus olhos viram. Enquanto os jurados estavam isolados e deliberavam sobre o destino do ex-policial, Joe Biden soltava o verbo, rezando por um veredicto correto diante das evidências que classificou como “avassaladoras”.

Desta vez, como alegou o promotor Schleicher, o Estado não precisou provar que Derek Chauvin pretendia matar George Floyd. Por 27 vezes, a vítima repetiu que não conseguia respirar.

Os 12 jurados o consideram culpado de assassinato não intencional em segundo grau, assassinato em terceiro grau e homicídio culposo. Chauvin saiu algemado do tribunal. Em oito semanas, saberemos por quanto tempo ficará preso em cada condenação.

Ex-policial Derek Chauvin é algemado após júri o decretar culpado pela morte do ex-segurança negro George Floyd em Mineápolis em 2020, foto de 20 de abril de 2021 — Foto: Court TV/Pool/AP

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