Moscou convoca embaixador da Rússia nos EUA após declaração de Biden sobre Putin | Mundo

Moscou convoca embaixador da Rússia nos EUA após declaração de Biden sobre Putin | Mundo

O Ministério de Relações Exteriores da Rússia convocou de volta a Moscou o embaixador russo nos Estados Unidos, Anatoly Antonov, informou uma porta-voz do Kremlin nesta quarta-feira (17).

A convocação ocorre depois de o presidente dos EUA, Joe Biden, chamar de assassino o presidente da Rússia, Vladimir Putin. As declarações foram dadas durante entrevista do democrata à emissora americana ABC News, veiculada nesta manhã.

O entrevistador George Stephanopoulos perguntou: “Você conhece Vladimir Putin, você pensa que ele é um assassino?”. “Eu penso”, respondeu Biden.

De acordo com a agência russa Tass, o embaixador Antonov conversará com outros representantes do governo da Rússia sobre os próximos passos da relação do Kremlin com a Casa Branca. A nota, contudo, não menciona diretamente a entrevista concedida por Biden.

Durante a entrevista, Biden revelou que ele e Putin tiveram uma conversa telefônica em janeiro, e nesse diálogo, o americano avisou o russo que haveria uma resposta.


“Ele vai pagar um preço. Tivemos uma longa conversa. Eu o conheço relativamente bem. Quando a conversa começou, eu disse ‘você me conhece, e eu te conheço; se eu decidir que isso aconteceu, então se prepare'”.

O presidente dos EUA não especificou qual será a natureza da ação americana. Ele disse que isso não implica cortar as relações com os russos, e deu como exemplo a tentativa dos dois países de prolongar um acordo sobre armas.

Ao falar sobre essa possibilidade de seguir negociando com a Rússia, mas ao mesmo tempo retaliar os russos pela atuação em campanhas eleitorais nos EUA, Biden usou uma metáfora: “Dá para andar e mascar chiclete ao mesmo tempo”.

O distanciamento entre Washington e Moscou ficou ainda mais evidente com a revelação de um relatório que aponta tentativa dos governos de Rússia e Irã em interferir nas eleições presidenciais americanas de 2020 em favor de Donald Trump, então presidente e candidato a reeleição.

O documento diz que a votação não sofreu danos mesmo com a tentativa de sabotagem aos sistemas de infraestrutura. As denúncias seguem uma linha semelhante à que levou Trump a sofrer investigações sobre um suposto conluio com Moscou para as eleições de 2016, quando o republicano venceu.

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