‘Onde está o presidente?’: o sumiço de Magufuli na Tanzânia | Mundo

‘Onde está o presidente?’: o sumiço de Magufuli na Tanzânia | Mundo

Onde está o presidente da Tanzânia, John Magufuli? O chefe de Estado de 61 anos está há 17 dias sem fazer uma aparição pública em meio a persistentes rumores sobre seu estado de saúde.

O governo até agora não deu uma resposta clara sobre seu paradeiro, mas promete a prisão de quem espalhar boatos sobre a saúde do presidente. Até o momento, três pessoas foram detidas.

Negacionista, Magufuli sempre afirmou que a Tanzânia estava livre da Covid-19 graças às orações. O presidente diz que o novo coronavírus é proveniente de um demônio ocidental, e seu governo difunde receitas caseiras — uma bebida à base de gengibre, cebola, limão e pimenta — para eliminá-lo.

Oficialmente, o país tem 509 casos confirmados e 21 mortes causadas pelo vírus. As últimas infecções e vítimas foram registradas em 8 de maio de 2020.

Mas, em fevereiro, o país vivenciou uma onda de mortes atribuídas oficialmente à pneumonia. E o próprio silêncio de Magufuli é revelador, segundo analistas entrevistados pela agência de notícias France Presse.


“Independentemente do que esteja acontecendo, está claro que o governo está tentando ganhar tempo”, afirma Nic Cheeseman, professor de democracia na Universidade de Birmingham e especialista na região. “Prolongar a espera só tem sentido se o presidente estiver muito doente, incapacitado ou morto”.

John Magufuli, presidente da Tanzânia, vota na eleição presidencial de 28 de outubro de 2020 — Foto: Stringer/Reuters

No dia 19 de fevereiro, no funeral do secretário-chefe do presidente, ele admitiu a presença de uma “doença respiratória” no território. A causa da morte de John Kijazi não foi divulgada.

No dia 24 de fevereiro, o ministro da Economia, Philip Mpango, que tossia e respirava com dificuldade, foi questionado em uma coletiva de imprensa e disse que Kijazi não morreu de Covid-19.

Magufuli, que se reelegeu em outubro, apareceu pela última vez em público em 27 de fevereiro. Desde então, o católico devoto faltou à missa três vezes.

Há uma semana, o líder da oposição, Tundu Lissu, que está exilado na Bélgica, questionou a ausência do presidente.

Ontem, Lissu disse em uma rede social que, segundo fontes da comunidade de Inteligência, o presidente “está com Covid-19, usa um suporte de vida e está paralisado de um lado da cintura para baixo”.

Os jornais do Quênia dizem que “um líder africano” está sendo tratado em um hospital de Nairóbi, mas fontes oficiais negaram a presença de Magufuli no país.

Também na segunda-feira (25), a vice-presidente do país, Samia Suluhu Hassan, disse que “nosso país está agora repleto de rumores procedentes do exterior, mas precisamos ignorá-los”. “É bastante normal que alguém tenha gripe, febre ou alguma outra doença”.

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