Rui Costa e Bruno Reis alertam para ‘pré-colapso’ e limite na abertura de leitos

Rui Costa e Bruno Reis alertam para ‘pré-colapso’ e limite na abertura de leitos

Com a alta de casos da Covid-19, o governador Rui Costa e o prefeito de Salvador, Bruno Reis, voltaram a apontar a sobrecarga do sistema de saúde, em estado de “pré-colapso” na capital, segundo o chefe do Palácio Thomé de Souza. O governador, por sua vez, alertou para o limite da abertura de novos leitos na Bahia.

“Na prática, já é um colapso. Quando a gente transfere esses pacientes, normalmente temos margem de manobra. Hoje, a prefeitura tem quatro hospitais de campanha, estamos montando o quinto para Covid. Tem pacientes no leito de enfermaria aguardando para ir para a UTI, estamos em um pré-colapso”, afirmou o prefeito, em entrevista à TV Itapoan.

Ainda ao comentar a situação do sistema de saúde, o gestor municipal disse, em entrevista à TV Bahia, que pessoas podem morrer na fila de regulação do Estado enquanto aguardam atendimento. Atualmente, pacientes com Covid-19 têm esperado, em média, três dias para encontrar uma vaga em algum dos hospitais, de acordo com o prefeito.

Bruno reiterou que novas medidas serão adotadas nos próximos dias para tentar evitar o caos na infraestrutura de atendimento. “Vamos abrir mais uma tenda nos Barris. Conseguimos comprar oito respiradores, fizemos a requisição para mais seis e recebemos outros 15 do governo federal. Ao todo, são 29 [respiradores], mas tudo isso tem um limite. Vamos ter limite de respiradores, de equipe, não é só abrir leito que resolve. O que resolve é o isolamento social, deixar de conviver, só sair de casa quem efetivamente precisar, deixar de convier com amigo nesse momento, com familiares. É isso que vai resolver”, defendeu.

Já o governador afirmou que a Bahia não terá condições de abrir mais leitos para atendimento a pacientes com Covid-19 depois de reativar o hospital de campanha da Arena Fonte Nova e abrir o Hospital Metropolitano, em Lauro de Freitas. “Acabou. Depois da Fonte Nova e do Metropolitano, não há mais o que abrir no estado da Bahia”, declarou Rui.

Segundo o governo, as duas unidades comportarão, no máximo 300 leitos de UTI – 100 na Fonte Nova e 200 no Metropolitano.

A administração estadual informou que o hospital da Fonte Nova será reaberto nesta quinta-feira, 4, enquanto a expectativa é de que o Hospital Metropolitano comece a funcionar em três semanas, depois de lançada a licitação emergencial para administração da unidade.

O governador voltou a cobrar o cumprimento das medidas de isolamento para baixar a transmissão do novo coronavírus. “São 400 mortos em quatro dias. Quando caía um avião, a gente ficava um mês falando disso”, comparou.

Ao comentar as manifestações pela reabertura do comércio, Rui disse que parte dos atos é “legítima”, mas apontou outros manifestantes como pessoas “alinhadas” ideologicamente com o presidente Jair Bolsonaro. “Eu já passei na fome na infância. Sei o que é isso. Mas eu preciso tomar uma decisão: ou eu assisto pessoas morrerem por falta de ar ou tento mediar”, afirmou. Segundo o governador, o motivo de não ter determinado um fechamento mais radical foi justamente a tentativa de não prejudicar economicamente todos os setores.

O hospital da Fonte Nova reabrirá inicialmente com 80 leitos, dos quais 50 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 30 leitos clínicos.

A subsecretária de Saúde do Estado, Tereza Paim, explicou que “haverá um aumento progressivo na abertura do número de leitos na Arena Fonte Nova, porque nós precisamos captar profissionais especializados e que, neste momento, estão divididos entre UTI Covid e UTI não Covid”.

O Hospital Metropolitano terá capacidade para 200 leitos (100 de UTI e 100 clínicos), mas funcionará com 40 leitos de UTI e 30 clínicos na abertura.



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