Museu do Mar é exemplo em projeto que revitaliza casarões degradados

Museu do Mar é exemplo em projeto que revitaliza casarões degradados

A futura sede do Museu do Mar, localizado no Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador, é um dos destaques do Projeto Casarões, que revitaliza edificações degradadas no Centro Histórico da capital baiana. O imóvel, adquirido pelo ucraniano Aleixo Belov, de 77 anos, que mora em Salvador desde os seis, está sendo inteiramente restaurado para abrigar o acervo e os conhecimentos por ele acumulados em muitas viagens.

Belov revela que comprou o casarão de dois pavimentos com a intenção de restaurá-lo para instalação do museu que leva seu nome e que abrigará todos os equipamentos, cartografias, documentos, além do barco Três Marias, de 7,5 toneladas, a bordo do qual realizou solitariamente três voltas ao mundo.

O veleiro foi içado por um guindaste e já se encontra em um vão no interior da edificação. “A obra civil está acelerada, mas a pandemia ocasionou alguns atrasos”, explicou, acrescentando que ainda não há data para a inauguração do museu.

Macedo e Belov exaltam iniciativa | Foto: Divulgação | Codesal
Macedo e Belov exaltam iniciativa | Foto: Divulgação | Codesal

“Ao investir na revitalização de imóveis, Belov dá o exemplo de que este é o caminho para a solução do problema dos casarões abandonados no Centro Histórico, ao contribuir para sua utilização como equipamento urbano, a exemplo de museus e espaços culturais”, elogia o diretor-geral da Codesal, Sosthenes Macêdo.

Vistorias

A fundação, que já funciona em outro imóvel próximo, abriga salas para encontros e reuniões, contando ainda com biblioteca, recursos multimídia e serve como centro de pesquisa, fomento e debates sobre temas ligados ao mar.

De acordo com a Codesal, cerca de 1.310 casarões no Centro Histórico de Salvador já foram cadastrado do programa. Deste total, 137 foram considerados de risco muito alto, 224 de risco alto, 486 de médio risco e 338 de risco baixo e 125 sem risco. Segundo o órgão, os proprietários e moradores são notificados e orientados a deixar os imóveis, quando ocupados, e realizar a recuperação das edificações. O Ipac e o Iphan também são informados sobre as condições dos imóveis localizados nas poligonais de tombamento.

As vistorias são feitas a partir de demandas dos proprietários ou de solicitações feitas por meio dos órgãos parceiros pelo telefone gratuito 199. Todas as inspeções, independentemente de o imóvel ser particular ou público, são realizadas envolvendo análise técnica, executadas por profissionais habilitados.




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