Polarização entre Bruno e Denice engoliu outras candidaturas, diz presidente do PCdoB

Polarização entre Bruno e Denice engoliu outras candidaturas, diz presidente do PCdoB

Com a conquista de 16 prefeituras nos pleitos municipais do último novembro, o PCdoB foi um dos partidos de maior crescimento proporcional em todo o estado. Já em Salvador, o partido não obteve um resultado expressivo com a candidata à prefeitura, Olívia Santana, ocupando apenas a 5ª posição com 4,49% da preferência do eleitorado e com a manutenção das duas cadeiras que já possuía na Câmara.

Em entrevista ao programa Isso é Bahia, da rádio A TARDE FM (103.9), o presidente do PCdoB na Bahia e Secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do Estado da Bahia (SETRE), Davidson Magalhães, criticou a estratégia de pulverização das campanhas do campo governista no pleito que acabou sendo vencido por Bruno Reis (DEM).

“Tivemos um resultado exitoso no conjunto na Bahia, saímos de 212 vereadores para 219 em um quadro muito complicado sem as coligações. Não acho que o desempenho do PCdoB tenha sido ruim em Salvador. Ficou aquém do esperado mas foi por conta de uma circunstância política muito clara. Nossa candidatura levou a mensagem para a cidade mas esbarrou em uma polarização artificial que acabou por esvaziar as candidaturas no campo do governo. Falo em polarização artificial pois a polarização entre a Major Denice (PT) e o candidato Bruno Reis não era uma polarização de fato já que havia uma distância percentual muito grande. Então houve essa estratégia de lançar vários candidatos e na medida que o governador, que representa esse campo, se lança como principal patrono da candidatura da major, ele apontava para essa polarização e fagocitou as outras candidaturas”, avaliou.

Apesar de considerar a estratégia inoportuna, Davidson afirmou não ter nenhuma mágoa do grupo do governador Rui Costa pela estratégia lançada e apontou as dificuldades de se fazer campanha em uma pandemia.

“Não temos mágoa nenhuma. São caminhos pensados. Estratégias que precisam ser formuladas e que pode dar certo ou não. Terminou mostrando que não foi a mais correta mas existiu toda uma mudança na engenharia política que dificultou. Uma eleição na pandemia é extremamente atípica. Uma grande força que nós temos é a da militância e do contato pessoal enquanto outras candidaturas se beneficiaram de um conjunto de políticas de assistência no meio de uma pandemia, que não podem ser feitas num processo eleitoral normal, e essa máquina desequilibrou as eleições municipais”, disse.

Presidência da AL-BA 

Parte da base governista da Assembléia Legislativa da Bahia, Davidson afirmou que o projeto político do grupo é mais importante do que qualquer movimentação dos partidos que a compões em busca de conquistar a presidência da casa, já que há um imbróglio entre o deputado Adolfo Menezes (PSD) e o atual presidente Nelson Leal (PP) que busca a recondução.

“Temos um posicionamento muito claro na AL-BA. Apoiamos o Nelson na última e estamos discutindo com as forças políticas. Entendemos que a disputa pela AL-BA não pode ser instrumento para trincar a frente política que apoia o governador Rui Costa. Não podem colocar acima do projeto de manutenção desse programa que está fazendo a Bahia desenvolver. Então vamos buscar a candidatura que mantenha a unidade do grupo e estamos fazendo esse apelo para as principais lideranças envolvidas e não participaremos de nenhum esforço de divisão do grupo”, disse.




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