‘Operação Faroeste’ deve atingir até 20% dos desembargadores na Bahia

‘Operação Faroeste’ deve atingir até 20% dos desembargadores na Bahia

Bastidores da justiça baiana ficaram ‘estremecidos’ com as consequências da Operação Faroeste, que atingiu parte do Tribunal de Justiça da Bahia e Ministério Público ao longo da semana. De acordo com procuradores do Ministério Público Federal, com base em dados coletados pela operação, estima-se que a Faroeste, a primeira contra a corrupção no Judiciário baiano, pode atingir até 20% dos desembargadores do estado.

Nesta quarta-feira, 16, o ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decretou a prisão domiciliar da desembargadora Lígia Ramos, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). O pedido de conversão da prisão temporária em domiciliar foi feito por causa de uma cirurgia realizada a pouco tempo pela magistrada.

Um dos alvos da nova fase da Operação Faroeste, Ligia teve a prisão temporária decretada a pedido do Ministério Público Federal (MPF).

A subprocuradora-geral da República, Lindora Araújo, coordenadora da operação, comanda a equipe que trabalha minuciosamente, sob o argumento de que a instituição ‘Judiciário’ não pode ser aniquilada, porém reconhece que a “onda de corrupção que invadiu o Poder no estado é uma das maiores de que se tem conhecimento no país”, afirma.

Faroeste

A investigação mostra a existência de um suposto esquema de venda de decisões judiciais feita por juízes e desembargadores da Bahia, e tem a participação de integrantes de outros poderes, que atuavam de forma a blindar a ação institucional do esquema, que consistia, de acordo com a denúncia, na legalização de terras griladas na região oeste do estado. Os investigados contavam com laranjas e empresas para ocultar os benefícios obtidos ilicitamente. A área envolvida na grilagem é estimada em 360 mil hectares.

Em Março, na quinta fase da Operação Faroeste, a Polícia Federal cumpriu 11 mandados expedidos, sendo três de prisão temporária e oito de busca e apreensão.

Já a primeira fase da operação foi realizada no dia 19 de novembro de 2019, ocasião na qual quatro advogados foram presos. Ainda houve, à época, 40 mandados de busca e apreensão e o afastamento de seis magistrados.




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