Secretário fala das estratégias de comunicação do governo durante a pandemia

Secretário fala das estratégias de comunicação do governo durante a pandemia

Conhecer o modus operandi e debater a experiência comunicativa do governo da Bahia em meio à pandemia do novo coronavírus. Esse foi o objetivo da mesa-redonda virtual que teve como tema “A Comunicação do Estado na Crise da Pandemia”, realizada pela Associação Comercial da Bahia (ACB) e que teve a participação do secretário de Comunicação estado, André Curvello, na noite desta terça-feira, 15.

O evento, realizado na página oficial no YouTube do Núcleo Empresarial de Gestão de Crise e Reputação da ACB, teve a participação do presidente da ACB, Mário Dantas; da jornalista e Sócia da Texto & Cia, Monique Melo; do ativista da função social da empresa, Paulo Cavalcanti; de Washington Pimentel Jr., advogado especialista em Direito Societário; do estrategista em reputação corporativa e gestão de crise, Marcelo Lyra; e do advogado e professor Zilian Costa e Silva.

Curvello abriu sua fala explicando de modo cronológico o processo da comunicação governamental na pandemia, que, no período inicial, foi baseada em experiências de comunicação pública realizada em países europeus e em São Paulo, onde o foco inicial se dava nas medidas de prevenção ao vírus respiratório.

Ele destaca que o apoio do mercado de comunicação na Bahia ajudou na efetividade do processo de esclarecimento da população, através de um pacto de publicidade paga através de campanhas do governo e voluntárias, divulgadas pelos próprios veículos, como forma de impulsionar o alcance das mensagens de interesse público sobre o novo coronavírus e suas formas de prevenção e os meios de tratamento.

“No início reunimos todo mercado, chamando atenção do mercado de comunicação para gravidade. Tínhamos uma comunicação pronta. A campanha versava sobre higiene, mostrando que você precisa fazer sua parte. Lavar a mão, manter a distância de 1,5, 2 metros e evitar levar a mão aos olhos e a boca”, explicou Curvello.

No segundo momento, com o processo de transmissão do vírus no país, a campanha do governo se deu com ênfase na importância do isolamento social, através do “Fique em Casa”, que depois se desdobrou para o “Se Sair Use Máscara”, diante da análise do impacto social na vida das pessoas que dependem das atividades presenciais para conseguir seu ganha pão.

André Curvello explica que o papel da comunicação em um momento de crise, como o de uma pandemia, quando o medo do desemprego e da morte é latente, é de “ouvir o que a sociedade está gritando”.

O secretário Bahia explicou que, diante da impossibilidade de manter todos em casa, o governo do passou a incentivar de forma direta, na distribuição de máscara e contratando cooperativas com capacidade de produção do equipamento de proteção, e através de peças publicitária educativas, o uso da máscara para prevenção contra contaminação e disseminação do coronavírus.

Desafios da comunicação

Curvello destaca que a pandemia trouxe novos desafios para a comunicação pública, e que, em muitos momentos, o aparato tecnológico tradicional teve que ser substituído pela praticidade, tendo o uso do celular como o grande aliado.

Ele revelou que boa parte das entrevistas no período mais crítico da pandemia foram realizadas via vídeo chamada realizada pelo telefone celular, inclusive com transmissões ao vivo para grandes emissoras.

O comandante da Secom cita ações diretas com o governador Rui Costa (PT), através de lives nas quais esclarecia ações governamentais e tirava dúvidas da população, como um dos instrumentos utilizados nas redes sociais para tornar o processo comunicacional mais claro, seguro e direto.

Citou também que foram realizadas lives com prefeitos de cidades do interior com o objetivo de esclarecer decisões para conter o vírus e para tirar dúvida de gestores sobre o estágio da pandemia e de medidas que seriam realizadas, fato que ajudou muito na implantação com celeridade das ações de combate e contenção do vírus.

Curvello explicou que optou por uma centralização da comunicação, como uma das estratégias para garantir um controle sobre aquilo que seria enviado à imprensa e aos meios publicitários, com o objetivo de evitar ruídos comunicacionais: “Nem uma vírgula sem minha autorização”.

O tripé que sustenta a comunicação na pandemia, explicou o secretário, é formado pela “agilidade, compromisso com a informação e com a ética”. Ele explica que o grande vilão da comunicação na pandemia foi a disseminação de notícias falsas acerca do vírus e de formas de tratamento e prevenção.

“Em momento nenhum passamos informação errada para as pessoas ou escondemos a realidade. Sofremos muito com as fake news e ainda sofremos. Em determinado momento, utilizamos 70% do tempo no dia combatendo fake news”, lamentou Curvello.

Campanha para os jovens

O secretário revelou o governo divulgará uma campanha publicitária voltada para o segmento jovem, que estão sendo os principais vetores da propagação do vírus: “Serão peças específicas para o público jovem, evitar festas e paredão. Mostrar que eles estão levando o vírus para casa.“Não permita que o Coronavírus entre O Ano Novo com Você”, que terá caráter educativo”.

O presidente da ACB, Mário Dantas, sugeriu ao chefe da Secom a criação de uma frente pública e privada com o objetivo de unificar esforços em “prol da campanha de vacinação mais rápida”, em um cenário no qual “vários países do mundo estão promovendo campanhas de vacinação em caráter emergencial”.

Curvello classificou a idéia como “espetacular” e disse que apoiará o processo de criação da parceria público e privada de incentivo à vacinação contra o novo coronavírus.




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