veteranas fazem história na TV brasileira

veteranas fazem história na TV brasileira

Em 70 anos de história, a TV brasileira foi palco para muitos rostos, de diversas origens e sensibilidades. Alguns deles deixam sua marca nas nossas telinhas e nos nossos corações até hoje, como, por exemplo, as cinco atrizes veteranas que escolhemos para exaltar neste texto.

Vamos contar um pouco da história de cada uma delas, trajetórias cheias de grandes sucessos e emoções. Mulheres repletas de talento, cuja importância de cada uma, seja na TV, no teatro, ou na memória coletiva de todo país é imensurável. Conheça um pouco sobre as grandes damas da nossa TV!

Atrizes marcantes da TV brasileira

Fernanda Montengro (91 anos)

Fernanda Montengro
Fernanda Montengro, uma das atrizes mais aclamadas mundialmente. | Foto: Reprodução.

Carioca, Arlette Pinheiro da Silva nasceu em 16 de outubro de 1929. Sua carreira nasceu juntamente com a televisão brasileira, na década de 1950. Descoberta através de um concurso para ser locutora, foi apresentada a um grupo de teatro amador e foi crescendo até se se tornar a primeira atriz contratada pela TV Tupi, se consolidando como a grande dama brasileira da TV, teatro, cinema e radionovelas. Casou-se com o também ator Fernando Torres e seus filhos herdaram o amor pela arte: Fernanda Torres é uma atriz premiada e Cláudio Torres é diretor.


Fernanda foi a primeira atriz latino-americana e, até hoje, a única brasileira a ser indicada ao Oscar de Melhor Atriz, pela sua atuação delicada e humana no filme Central do Brasil, de 1998. Em 2013, tornou-se a primeira atriz brasileira a vencer o Emmy Internacional, pelo especial Doce de Mãe, que em seguida se tornou uma série.

Coleciona personagens emblemáticas em novelas e minisséries, como a Charlô, de Guerra dos Sexos (1983), a Vó Manuela, de Riacho Doce (1990), e a Bia Falcão, de Belíssima (2005). Em Babilônia, de 2015, protagonizou uma polêmica (porém, singela) cena de beijo com a também veterana Nathália Timberg, mostrando que não perdeu a ousadia mesmo após quase 70 anos de carreira.

Laura Cardoso (93 anos)

Laura Cardoso
Laura Cardoso, uma das atrizes mais queridas no Brasil. | Foto: Reprodução.

Nascida Laurinda de Jesus Cardoso, em 13 de setembro de 1927, Laura começou sua carreira aos 15 anos de idade, como dubladora na Rádio Cosmos, em São Paulo, onde nasceu. Estreou na TV Tupi em 1952, na novela Tribunal do Coração, a primeira de 63 novelas que atuou, número que a torna uma atriz recordista em todo o mundo.

Coleciona 39 troféus de melhor atriz em diversas premiações, além de receber a Ordem do Mérito Cultural, pelas mãos do então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006.

Uma das atrizes mais queridas do Brasil, Laura é reconhecida pelas matriarcas que interpreta, mães e avós cheias de personalidade e, em sua grande maioria, repletas de ternura. Em seus 77 anos de profissão, seus personagens mais lembrados são Isaura, mãe das gêmeas vividas por Glória Pires no remake de Mulheres de Areia (1993), Guiomar em A Viagem (1994), Carmem em Chocolate com Pimenta (1993) e a moralista Dorotéia na segunda versão de Gabriela (2012).

Glória Menezes (86 anos)

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Glória Menezes. | Foto: Reprodução.

Batizada como Nilcedes Soares de Magalhães, nascida no dia 19 de outubro de 1934, em Pelotas – RS, Glória se mudou para São Paulo aos seis anos, onde cursou Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo e montou um grupo de teatro chamado Jovens Independentes. Sua carreira na TV começou na extinta TV Tupi, no ano de 1959, na novela Um Lugar ao Sol.

Em 1963, conheceu Tarcísio Meira na primeira telenovela diária 2-5499 Ocupado, transmitida pela TV Excelsior. Desde então, tornaram-se o casal mais querido da teledramaturgia brasileira, atuando juntos em diversos trabalhos. Tiveram três filhos, incluindo Tarcísio Filho, que seguiu o caminho dos pais.

Glória consegue ser refinada, mas também despachada. Excepcional no drama e na comédia, coleciona memoráveis e diversos personagens na TV Globo como Lara (e suas outras personalidades, Diana e Márcia) em Irmãos Coragem (1970), Ana Preta em Pai Herói (1979), Rosemere em Brega & Chique (1987), Laurinha Figueroa em Rainha da Sucata (1990) e Irene Fontini em A Favorita (2008). Seu papel mais recente na TV foi a divertida Stelinha Alcântara, em Totalmente Demais (2016).

Eva Wilma (86 anos)

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Eva Wilma. | Foto: Reprodução.

Filha de pai alemão e mãe argentina, Eva Wilma Riefle nasceu em São Paulo, no dia 14 de dezembro de 1933. Aos 14 anos de idade, iniciou sua carreira como bailarina, desenvolvendo simultaneamente sua carreira de atriz, colecionando espetáculos desde muito nova.

Estreou na TV em 1953, protagonizando a primeira sitcom brasileira, Alô, Doçura!, escrita por Cassiano Gabus Mendes, ao lado de John Herbert. A série durou 10 anos no ar; Eva e John foram casados por 21 anos, tiveram dois filhos e, mesmo após a separação, continuaram atuando muitas vezes juntos. Eva dividiu a tela várias vezes, também, com seu segundo marido, Carlos Zara.

Sua carreira quase tomou outro rumo quando fez testes para o filme Topázio, de Alfred Hitchcock, em 1969. Reprovada, continuou trabalhando na TV brasileira. Nos anos 70, foi a musa de Ivani Ribeiro, protagonizando várias novelas da autora, incluindo as versões originais de A Viagem (1975) e Mulheres de Areia (1973), onde viveu as gêmeas Ruth e Raquel, trabalho pelo qual venceu inúmeros prêmios, incluindo o APCA.

Entre seus trabalhos na TV, destacam-se a Penélope, de Sassaricando (1987), e a inesquecível vilã Maria Altiva, de A Indomada (1997). Sua participação na luta contra a censura imposta pela ditadura militar no Brasil rendeu um registro fotográfico icônico, onde ela aparece protestando ao lado de Tônia Carreiro, Odete Lara, Norma Bengell e Cacilda Becker, em 1968.

Nathalia Timberg (91 anos)

atrizes
Nathalia Timberg, uma das atrizes mais conhecidas do País. | Foto: Reprodução.

Nascida no Rio de Janeiro em 5 de agosto de 1929, Nathália se formou pela Escola de Belas Artes da antiga Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro. Reconhecida por sua vasta carreira no teatro e na televisão, foi no cinema que teve sua primeira experiência artística. Aos seis anos, fez uma participação especial no filme O Grito da Mocidade, de 1937. Estreou na televisão em 1956, na TV Tupi de São Paulo e trabalhou em praticamente todas as grandes emissoras, mesmo sem assinar contrato com nenhuma delas.

Foi protagonista de diversas novelas e coleciona prêmios, como o Prêmio Molière e Troféu Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Também ganhou o Troféu Mário Lago em 2018. Especialista em vilãs, seus principais trabalhos foram Juliana em A Sucessora (1978), Constância Eugênia em O Dono do Mundo (1991) e Idalina em Força de Um Desejo (1999), mas também é muito lembrada pela doce, generosa e espirituosa tia Celina de Vale Tudo (1988). 

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Por Geovanne Solamini – Fala! Universidade Cruzeiro do Sul



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