Lideranças do PT na Bahia minimizam derrotas em Feira e Conquista

Lideranças do PT na Bahia minimizam derrotas em Feira e Conquista

Um dia após as derrotas eleitorais em Feira de Santana e Vitória da Conquista, a cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT) da Bahia minimizou os resultados e buscou dissociá-los de 2022, quando acontecerá a sucessão do governador Rui Costa. Em Feira, o prefeito Colbert Martins (MDB) venceu o deputado federal Zé Neto (PT) e, em Conquista, o também prefeito Herzem Gusmão (MDB) bateu o deputado estadual Zé Raimundo (PT).

Os dois maiores colégios eleitorais do interior baianos serviriam de vitrines para disputa pela manutenção do arco de aliança que hoje sustenta o governador.

“Repare, eu não gosto de caçar responsáveis por resultado eleitoral”, afirmou o presidente do PT Bahia, Éden Valadares. “Teve muita denúncia de abuso de poder econômico, distribuição de cesta básica, uso da máquina da prefeitura, tanto em Feira quanto em Conquista. Mas isso é assunto para a Justiça. A verdade é os dois prefeitos tiveram mais votos. A nós, do PT, cabe encarar com humildade o resultado das urnas”, disse Valadares.

Ele avalia que os “candidatos (Zé Raimundo e Zé Neto) foram muito bem votados”, e que o número de voto recebidos pelo PT em Feira e em Conquista foram ampliados se comparado com o pleito de 2016. Éden Valadares afirma que uma reunião será realizada ainda nesta semana com lideranças do partido para fazer um balanço do pleito de 2020.

O senador e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), comparou, em postagem na rede social, a eleição de 2016 para mostrar que o bom desempenho da direita nos municípios não se reverteu em musculatura para 2018, quando o governador Rui Costa foi reeleito.

“Na Bahia, tem gente comemorando precipitadamente. É bom lembrar que apressado come cru. Em 2016, também não ganhamos Salvador, Feira, Conquista e Camaçari. Nem sequer fomos ao 2º turno em Feira e Conquista. E, em 2018, Rui Costa (PT) teve uma eleição retumbante e elegemos dois senadores”, destacou Wagner, que é cotado para ser candidato novamente ao governo do estado.

Sem entrar em polêmicas, o governador Rui Costa também se manifestou via redes sociais, agradecendo o desempenho dos candidatos do PT em Vitória da Conquista e em Feira de Santana. O chefe do Executivo estadual citou números para mostrar que houve um crescimento da legenda no estado.

“Em 2016, nas eleições municipais, o PT obteve 762.365 Votos para Prefeito no primeiro turno na Bahia. Em 2020 obteve 1.087.034 Votos. Um crescimento de 42,59%, com 324.669 votos a mais. A luta continua, por um Brasil mais justo e de oportunidades para todos”, destacou Costa.

A presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT), também usou sua rede social para mostrar que a legenda obteve conquistas importantes no segundo turno. Gleise cita na postagem que “o PT venceu em quatro de 15 cidades no 2º turno – Contagem, Juiz de Fora, Diadema e Mauá) – e que ele alcançou “mais de 40% dos votos em nove[onde foi derrotado]”.

Mas, com as derrotas em Recife (PE) e Vitória (ES) no segundo turno, o PT pela primeira vez desde 1985, não elegeu prefeitos em capitais. Além disso, das 15 cidades em que disputava o segundo turno, o PT foi derrotada em 11 (entre elas Vitória da Conquista e Feira de Santana), sendo duas capitais (Recife e Vitória). A sigla só conseguiu eleger domingo os prefeitos de Juiz de Fora (MG), Contagem (MG), Diadema (SP) e Mauá (SP).

 




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