Ato em frente a rede de supermercado reforça luta contra racismo

Ato em frente a rede de supermercado reforça luta contra racismo

Ativistas, em sua maioria ligada ao movimento negro, reuniram-se na manhã deste domingo, 22, em frente ao Atakadão da avenida Bonocô, em Salvador, para protestar contra a morte de João Alberto Silveira, um homem negro que foi brutalmente assassinado no último dia 19 por dois homens brancos, em um supermercado da rede Carrefour, em Porto Alegre (RS).

A manifestação foi convocada pela torcida antifascista do Bahia e coletivos de jovens negros, como o Movimento Aquilombar. O local escolhido está relacionado ao fato do Atakadão pertencer à rede Carrefour. O ato se soma às outras mobilizações que estão ocorrendo nos últimos dias em todo o país, com o lema “Vidas Negras Importam. Justiça a João Alberto”.

“Estamos aqui para exigir justiça a João Alberto e, também, para dizer que parem de nos matar. Nossas vidas importam. Nos últimos 10 anos, em nosso país, os assassinatos de negras e negros aumentaram 11,5%, enquanto os de não-negros caíram 12,9%, segundo o Atlas da Violência de 2020, publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). É preciso dar um basta nisso”, discursou emocionado o jovem Matheus Araújo, ativista do Movimento Aquilombar.

Matheus destacou que o assassinato de João Alberto não é episódico ou casual. “Tal crime vil é resultado direto do racismo cotidiano impulsionado pelo capitalismo em nosso país, bem como pelo nosso maior governante, o presidente Jair Bolsonaro, que todos os dias faz discursos e provocações racistas, estimulando episódios desse tipo. Não vamos aceitar. O racismo e os racistas não passarão”, ressaltou o ativista do Movimento Aquilombar.

O professor universitário Otávio Aranha, do Movimento Quilombo Raça e Classe, defendeu que a rede multinacional de supermercados Carrefour seja responsabilizada pelo assassinato de João Alberto. “O crime ocorrido é também de responsabilidade da rede Carrefour. É preciso que eles assumam e paguem por sua culpa. Além de superexplorarem seus trabalhadores, muitos deles negros, e formarem verdadeiros cartéis na venda de alimentos no país, esses supermercados ainda agridem e matam negras e negros. Isso é um absurdo”, disse o professor.




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