‘Amor Sem Igual’: atores revelam desafios de gravar na pandemia – Entretenimento

‘Amor Sem Igual’: atores revelam desafios de gravar na pandemia – Entretenimento


Em 2020, quando a televisão completa 70 anos, Selma Egrei e Paulo Figueiredo só têm motivos para celebrar. Os atores estão no ar em Amor sem Igual, trama da Record TV, em um ano comemorativo, mas, ao mesmo tempo, desafiador por conta da pandemia de covid-19.


Selma e Paulo voltaram às gravações no dia 10 de agosto e os capítulos inéditos serão exibidos a partir desta quarta-feira (28). Para a retomada, os atores e a equipe obedeceram uma série de requisitos de segurança exigidos pelas organizações de saúde. Vale lembrar que a novela é a primeira interrompida pela pandemia a voltar ao ar.


“Foi feito um protocolo bem severo, para garantir que todos estivessem seguros. Foi difícil, não dá para negar. Foi mais demorado do que normalmente seria a gravação, mas correu tudo bem. Também foi uma gravação em tempo recorde, quase 30 capítulos em 5 semanas, foi bem corrido, mas deu para segurar”, contou Selma.




Paulo também falou dos desafios das gravações e avaliou o momento como uma experiência única na vida profissional.


“Na verdade, é única para todo mundo. A gente nunca passou por algo assim, com essa importância… No nosso trabalho, particularmente, isso teve um significado ainda maior. Por que, como você poder fazer uma cena de novela, obra de ficção, sem aproximação?”, questionou, antes de elogiar o trabalho da equipe e da autora, Cristianne Fridman.


“Fica difícil o ser humano se relacionar sem ter o toque, sem ter o carinho, até a agressão precisa do toque, isso faz parte da vida, mas com essa situação especial, tudo isso foi abolido. Mesmo assim, a nossa autora, Cris, conseguiu conduzir muito bem essa parte da novela, contornando todos esses problemas. A equipe técnica, artística, a produção, todo mundo trabalhou integrado e unido. Juntos, conseguimos realizar um trabalho de excelente nível, levando-se em conta esse problema.”


Na novela, Selma e Paulo vivem Norma e Geovani e trazem à tona os desafios da rotina na terceira idade.



“O núcleo dos idosos levanta questões que é preciso discutir, falar sobre o amor, por exemplo. Além disso, meu personagem vai descobrir outras coisas da família, que também são coisas importantes a serem discutidas. Mas não vou dar spoiler (risos)”, declarou a atriz.


Paulo engrossou o coro e reforçou que não há idade para o amor, já que, na trama, os personagens vivem um romance.


“Quando um casal já idoso resolve ter um romance, muita gente acha engraçado, acha que é uma piada. Está errado esse tipo de visão, para amar, não existe idade estabelecida. Costumo comparar com um jogador de futebol, que quando tem no máximo 40 anos já pode pendurar a chuteira. Para o casamento ou para o amor não tem esse requisito, nem exigência. Posso me apaixonar com 80, 90 anos e pronto, e daí?.”


Espaço para veteranos na TV


Com tantas baixas e demissões de grandes atores nos últimos meses, Selma e Paulo celebram estarem ativos e torcem para que colegas de profissão também sejam valorizados. 


“Nós pertencemos a uma geração que realmente está muito dentro da história da televisão. E eu me sinto honrado por poder estar aqui, participando de tudo isso, ativamente, vendo tudo isso acontecer sendo uma testemunha destas mudanças todas que vêm ocorrendo”, disse o ator.


“Só tenho a agradecer, continuo ativa, mesmo na pandemia, mesmo na terceira idade, fazendo trabalhos muito interessantes. Pra mim, é uma honra poder estar neste momento de quarentena na televisão”, comemorou Selma. “Acho que veteranos carregam a bagagem de experiência e podem até dar um apoio maior para quem está começando. Então, veteranos, sim, na TV e em todos os lugares”, completou. 


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Dum Leão

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