Belarus tem mais um domingo de manifestações contra a eleição de Lukashenko, ‘o último ditador da Europa’ | Mundo

Belarus tem mais um domingo de manifestações contra a eleição de Lukashenko, ‘o último ditador da Europa’ | Mundo

Quase 100 mil manifestantes saíram novamente às ruas de Minsk, capital de Belarus, neste domingo (4), para denunciar a reeleição do presidente Alexander Lukashenko, conhecido como o “último ditador da Europa”.

Ele tomou posse no fim de setembro, em cerimônia secreta. Para a oposição, que protesta desde a votação, no fim de agosto, o resultado das urnas é fraudulento.

Presidente de Belarus toma posse para um sexto mandato

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Mais uma vez, neste domingo, o governo mobilizou as forças de segurança e impôs restrições na internet móvel e nos transportes públicos, para dificultar a mobilização dos manifestantes.

Além disso, cidadãos afirmam ter recebido mensagens oficiais com advertências sobre a participação em reuniões não autorizadas.

Apesar da pressão, a multidão prossegue com os protestos a cada domingo.

“Um jato d’água foi utilizado em Minsk”, afirmou a porta-voz do Ministério do Interior, Olga Chemodanova, que também citou “detenções” de participantes, mas sem revelar números.

Manifestantes protestam contra reeleição do presidente de Belarus. — Foto: Sergei Supinsky/AFP

Na última sexta-feira (2), o governo cancelou as credenciais da imprensa estrangeira, o que dificulta a cobertura dos acontecimentos no país.

Centenas de manifestantes, líderes de movimentos políticos, sindicatos e jornalistas foram detidos desde agosto, acusados de organizar ou de participar das manifestações.

O centro bielorrusso de direitos “Viasna” afirma que o país tem 77 “presos políticos”.

Desde agosto, muitos líderes da oposição foram obrigados a partir para o exílio, como a rival de Lukashenko na eleição presidencial, Svetlana Tikhanovskaya, que foi para a Lituânia.

“Temos medo que um grande número de pessoas continue nas prisões bielorrussas”, disse ela, em uma mensagem divulgada no Telegram neste domingo.

Tikhanovskaya tem se reunido com líderes ocidentais. Durante a semana, ela teve um encontro com o presidente francês, Emmanuel Macron, e, na terça-feira, se reunirá em Berlim com a chanceler Angela Merkel.

Sanções da União Europeia e dos EUA

A União Europeia (UE), que não reconhece a reeleição de Lukashenko, anunciou sanções a 40 funcionários do governo de Belarus envolvidos na repressão, incluindo o ministro do Interior.

A Rússia, principal aliada de Lukashenko, afirmou que as decisões europeias são uma “admissão de fraqueza”. Também assegurou que aplicaria as medidas de represália decididas por Belarus.

Além da UE, o governo dos Estados Unidos também anunciou sanções econômicas contra oito funcionários bielorrussos.

União Europeia não reconhece Lukashenko como presidente de Belarus

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