Quem é Amy Coney Barrett, considerada pela imprensa dos EUA a mais cotada para indicação de Trump à Suprema Corte | Mundo

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Nem Trump nem a Casa Branca confirmaram a escolha. Em entrevista coletiva nesta sexta, o presidente disse que já tinha em mente a pessoa a ser nomeada — dias atrás, ele disse que optaria por colocar uma mulher na Suprema Corte.

“Eu não disse que ela era, mas ela é sensacional”, disse Trump, esquivando-se de confirmar o nome de Barrett.

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O perfil conservador de Barrett, de 48 anos, destoa significantemente do histórico progressista de Ginsburg. Por isso, confirmando a escolha, a Suprema Corte terá uma maioria de juízes conservadores: serão 6 contra 3. Com Ginsburg, essa maioria era mais acirrada, de 5 contra 4.

Barrett é católica e tende a ter visão conservadora em temas como a legalização do aborto — prática permitida nos EUA por uma decisão da Suprema Corte de 1973 que é legalmente questionada com frequência no país. Em 2013, a jurista disse que a vida “começa com a concepção”.


Ela integra o Tribunal de Apelações do 7º Circuito de Chicago e estudou direito na Escola de Direito de Notre Dame em Indiana. Barrett também trabalhou para Antonin Scalia, juiz conservador da Suprema Corte que também era católico. Ele morreu em 2016, no fim do mandato de Barack Obama — e foi Donald Trump, no ano seguinte, quem escolheu seu substituto.

A possível nova juíza da Suprema Corte também está alinhada com posições de Trump em relação ao uso de armas e imigração, segundo a BBC. Não está claro, porém, se ela e outros juízes mais conservadores tentarão reverter a decisão de 2015 favorável ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, uma vez que o próprio presidente disse “estar bem” com a decisão favorável a casais gays.

Se escolhida, Barrett terá de ser também aprovada pelo Senado — o que não deve ser um entrave, afinal, os republicanos ainda detêm a maioria dos senadores, algo que pode mudar dependendo das eleições em alguns estados em novembro.

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