Manifestantes pedem respeito a diversidade em ato no Big Bompreço de Itapuã

Manifestantes pedem respeito a diversidade em ato no Big Bompreço de Itapuã

De short curto e protegido com máscaras, como manda o protocolo da covid-19, um grupo de manifestantes coloriu os corredores do supermercado Big Bompreço de Itapuã, em Salvador, com as cores da bandeira LGBTQIA+ pedindo por respeito a diversidade. O protesto ocorreu em resposta ao posicionamento considerado homofóbico de um segurança do local que quis impedir o estudante Marcos Pascoal de Oliveira de entrar no estabelecimento por usar um short curto afirmando que ele “não estava vestido como homem”.

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Denominado “Ocupação do shortinho”, o ato pacífico, começou por volta das 15h desta quinta-feira, 24, e reuniu cerca de 30 pessoas, segundo uma das organizadoras, a drag queen e pré co-candidata a vereadora de Salvador, Petra Péron. Na ação, os manifestantes lembraram o episódio vivido por Pascoal, exigiram liberdade na hora de escolher o que queriam vestir, e destacaram ainda, o índice elevado de crimes ligados a homofobia no Estado. O estudante de psicologia não esteve presente.

“Para que isto não aconteça novamente é preciso que a rede de supermercados se comprometa com a formação de seus funcionários, sejam do seu quadro ou de terceirizadas contratadas por elas, numa perspectiva que inclua a diversidade. Existe um fórum de empresas e direitos LGBT, existem organizações locais, que podem auxiliar essas empresas a um atendimento que não fira a nossa dignidade de entrar no mercado como nós somos, nos vestimos e nos portamos”, afirmou Petra nas redes sociais.

Também esteve à frente da “ocupação do shortinho”, o movimento de candidatura coletiva à vereança de Salvador, Bancada de Todas as Lutas e o também pré-candidato a vereador, Onã Rudá.

Caso

O estudante Marcos Pascoal de Oliveira foi repreendido por um segurança do estabelecimento na noite do último sábado, 19. Segundo o profissional, ele não poderia entrar no estabelecimento utilizando o short curto que estava vestido porque a peça de roupa ofenderia famílias e crianças presentes no mercado.

“Até esse momento o senhor é homem, tem que ajeitar o seu short. Até esse momento. Homem tem que estar composto, temos várias crianças aqui”, disse o segurança para Pascoal, em vídeo publicado nas redes sociais.

O estudante ainda chegou a questionar por que mulheres poderiam utilizar daquela roupa e chegou a mostrar um tênis de academia que estava usando, alegando ser um traje de esporte.

O segurança então respondeu: “Eu tô falando de homem. Se o senhor me disser qualquer coisa contrária a isso, vai mudar, se quiser dizer o contrário a gente muda”.

Em nota, o Grupo Big, detentora da rede Walmart, informou que o fato é inadmissível e não corresponde aos procedimentos e valores da empresa. A empresa também afirmou que afastaria o segurança terceirizado, e que entrou em contato com Pascoal colocando-se à sua disposição para toda assistência necessária nesse momento.




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