“Os serviços centrais da cidade vão ser estatizados”, garante Rodrigo Pereira

“Os serviços centrais da cidade vão ser estatizados”, garante Rodrigo Pereira

O programa Isso é Bahia, na rádio a TARDE FM, encerrou, nesta quinta-feira, 24, a série de entrevistas com os candidatos à prefeitura de Salvador, e teve como último convidado Rodrigo Pereira (PCO). Na conversa, o candidato do Partido da Classe Operária definiu como eixo central de sua campanha derrubar o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“A gente tem um governo no Brasil que retira os direitos das pessoas. Este governo que não fez uma ação direta para resolver o problema do coronavírus. Nós avaliamos que só tem condição de resolver os problemas de Salvador tirando este governo que está aí, e tendo um governo minimamente progressista. Qualquer candidato que disser que tem soluções para todos os problemas de Salvador é mentira. É estelionato eleitoral”, afirmou.

E prosseguiu: “Salvador é uma cidade que depende diretamente de recursos federais. O que dá para captar de recursos de Salvador, através de IPTU, ISS, questões comerciais, serviços e coisas do tipo, é insuficiente para manter Salvador. Por isso que é difícil que dizer ‘ah, eu vou fazer várias coisas pós-coronavírus’. É muito difícil dizer com o governo que a gente tem em nível federal, governo este que só tem corte contra a classe trabalhadora”, disparou.

No mais recente levantamento A TARDE/Potencial Pesquisa, divulgado nesta quarta, Rodrigo Pereira aparece em último lugar, sem pontuação. Apesar de a pesquisa indicar baixa popularidade do candidato entre os eleitores, ele acredita em uma reviravolta no cenário.

“Minha candidatura foi oficializada na quarta-feira passada. Foi uma surpresa, inclusive. Vamos esperar alguns dias. O apoio tem crescido desde que foi publicizado, seja diretamente pelo partido ou pela imprensa de Salvador. Vamos esperar a próxima pesquisa”, ponderou.

Propostas

O candidato usou a maior parte do seu tempo da entrevista para atacar os adversários políticos, especialmente a atual gestão municipal, mas coube espaço para algumas propostas.

“Vamos fazer o que a gente sempre fez. Quero que a classe trabalhadora participe. Vamos chamar os verdadeiros operários para conversar. Os serviços centrais da cidade vão ser estatizados, seja do transporte ao lixo. Mesmo no caos do coronavírus, a prefeitura retirou 70% da frota de ônibus. Aqueles trabalhadores que não tiveram o privilégio do ‘fique em casa’ foram se amontoando”, observou.

Rodrigo Pereira aproveitou a oportunidade para rechaçar qualquer negociação com a iniciativa privada, que, segundo ele, só quer lucrar. “Grande parte do setor empresarial de Salvador só faz sugar da população e não devolve para a cidade. O carnaval tem que terminar este negócio de camarote, acabar com estes privilégios. O carnaval virou esquema para muitos ganharem dinheiro”, finalizou.




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