Candidatos da base de Rui começaram tímidos nas eleições, analisa cientista político

Candidatos da base de Rui começaram tímidos nas eleições, analisa cientista político

Conforme último levantamento A TARDE/Potencial Pesquisa, o candidato do DEM, Bruno Reis, lidera com 35% das intenções de votos na corrida eleitoral para a Prefeitura de Salvador. Em seguida têm-se Sargento Isidório (Avante) e Olívia Santana (PCdoB) com 10% cada, a Major Denice (PT) com 7%, Bacelar (Podemos) e Hilton Coelho – cada um deles com 3%, Cezar Leite (PRTB), com 2%, e Celso Cotrim (PROS), com 1% e Rodrigo Pereira (PCO) sem pontuação.

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Com Bruno Reis podendo levar as eleições no primeiro turno, o cientista político Cláudio André analisa este cenário como sendo um reflexo do começo tímido dos candidatos apoiados pelo governador Rui Costa – Sargento Isidório, Olívia Santana e Major Denice – que aparecem com empate técnico no segundo lugar.

“Olhando de maneira panorâmica, todos os candidatos da base do governado Rui Costa foram relativamente tímidos no ataque, nas críticas e mesmo na formulação de propostas e ideias alternativas que gerassem impacto político na sociedade”, pontua o cientista político durante entrevista na manhã desta quinta-feira, 24, para o ‘Isso é Bahia’, na rádio A TARDE FM.

Cláudio também comenta que o fato das candidaturas apoiadas por Rui terem sido lançadas há pouco tempo também reflete nos resultados atuais do levantamento A TARDE/Potencial Pesquisa.

“Este cenário eleitoral montado de última hora também reflete na preferência dos votos dos soteropolitanos. O que se dá para perceber é que o candidato Bruno Reis desponta com 35% e é, inclusive, uma margem de intenção de voto muito parecida com o cenário eleitoral de 2012, quando ACM Neto se elegeu pela primeira vez. A pesquisa do Ibope de agosto de 2012 mostrava ACM Neto com 40%”, relembra.

O cientista político explica que tanto o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), quanto Rui Costa apresentam uma grande aprovação do público e isso é um ponto importante para se analisar o comportamento eleitoral do público soteropolitano.

>> A TARDE/Potencial Pesquisa: prefeito ACM Neto e governador Rui Costa têm altas taxas de aprovação

“Ou seja, eles aprovam o governo municipal e estadual e isso dá pouca margem para se ter uma polarização mais radicalizada de um grupo contra o outro”, comenta.

Virar o jogo

Para virar o jogo e garantir um segundo turno Cláudio alega que seriam necessários dois fatores. O primeiro é o debate, com ideias e propostas que os candidatos coloquem na mesa e debatam.

“O fato interessante é como serão debatidas as ideias de propostas para Salvador, porque, de alguma forma, houve um ‘deleito ansiológico’, como costumo dizer, que, por conta da pandemia, este ano não vimos dos pré-candidatos a questão mais problemática da cidade, com debates voltados para economia, turismo, educação, saúde”, explana.

O segundo fator apontado pelo cientista político é o peso do governismo do governador Rui Costa e do presidente Bolsonaro (sem partido).

“São dois nomes que conseguiriam polarizar com a candidatura do grupo do prefeito ACM Neto, que é a candidatura de Bruno Reis”, salienta Cláudio André.

E finaliza: “A gente percebe que a eleição principal é voltada para as questões locais, é muito difícil dizer que os fatores nacionais serão decisivos no primeiro turno. Talvez no segundo turno haja uma diferença pequena para a margem da vitória com problemas nacionais”.




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