Vereadora denuncia gastos excessivos na Secretaria da Educação de Itabuna

Vereadora denuncia gastos excessivos na Secretaria da Educação de Itabuna

Uma denúncia feita pela vereadora do município de Itabuna, Charliane Sousa (MDB), traz à tona mais um capítulo da série de irregularidades encontradas na atual gestão do município.

Com base em dados do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Charliane diz que, por intermédio da Secretaria de Educação, a prefeitura da cidade gastou R$ 222 mil com serviços gráficos em um período de quatro meses. “Só este ano de 2020, em plena pandemia, a prefeitura gastou também R$ 640 mil em reformas de escolas”, afirmou.

Contas rejeitadas

As denúncias, no entanto, já são recorrentes. Em 2017, o atual prefeito, Fernando Gomes, teve as contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia, por inúmeras irregularidades encontradas na prestação de contas. Um dos motivos foi por não atender o gasto mínimo com a educação. O prefeito também não teria apresentado o parecer do Conselho do Fundeb para que o próprio órgão acompanhasse. Na ocasião, o prefeito foi condenado por ultrapassar o gasto com salários. Mais de 330 milhões de reais teriam sido pagos para esta finalidade, porém a receita do município teria sido de 42 milhões, valor oito vezes menor.

Foram denunciadas também as contratações irregulares e temporárias de servidores sem nenhum tipo de seleção ou concurso público, gasto este de quase 10 milhões de reais, além do uso de verba do Fundeb para fins que não se enquadrariam no que diz respeito a educação.

Qualitech

De acordo com o ex secretário de saúde, Isaac Nery, foi oferecido ao prefeito Fernando Gomes, um levantamento completo com erros e desvios da secretaria para que fosse levado ao Ministério Público, entretanto o gestor teria recusado. Fernando teria afirmado ainda, de acordo com Isaac, que “a empresa Qualitec não trocaria mais uma lâmpada enquanto ele (Fernando) estivesse à frente da pasta.

A vereadora Charliane Sousa afirmou também que, pelo menos 9 secretários de saúde teriam pedido exoneração, por não terem aceitado assinar pagamentos para a Qualitech.

Ainda de acordo com a vereadora, se constava que a empresa prestava serviços de reformas em postos de saúde, reformas estas que não teriam sido realizadas, no entanto os pagamentos eram realizados.

 




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