EUA pedem que americanos evitem festas de Halloween por riscos da Covid-19 | Mundo

EUA pedem que americanos evitem festas de Halloween por riscos da Covid-19 | Mundo

Esqueça o traje de princesa, as máscaras de Batman ou de Trump: as autoridades dos Estados Unidos pediram à população para evitar sair na noite de Halloween por causa do “alto risco” frente a pandemia do novo coronavírus. A data é comemorada em 31 de outubro.

“Muitas tradições do Halloween podem apresentar alto risco de propagação do vírus”, informou o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) em um comunicado no qual desaconselha festas à fantasia ou permitir que crianças saiam para comprar doces.

“Ir para uma casa mal-assombrada onde as pessoas estão amontoadas e gritando também não está permitido”, acrescentou.

As autoridades recomendaram realizar atividades em casa ou com amigos e vizinhos ao ar livre, respeitando o distanciamento social. Eles sugerem também um concurso virtual de fantasias.

Crianças almoçam em escola de Stamford, em Connecticut (EUA), reaberta na pandemia do novo coronavírus,. Foto de 9 de setembro — Foto: John Moore/Getty Images/AFP

O CDC observou que a tradição dos “doces ou travessuras”, em que as crianças vão de porta em porta pedindo guloseimas, representa um risco moderado. O órgão recomendou que as pessoas preparassem os sacos de doces com antecedência e os deixassem a uma distância considerável da porta de casa.


Greg Sparhawk distribui doces durante na véspera do Halloween de 2019, em Minturn, no Colorado, EUA — Foto: Chris Dillmann/Vail Daily via AP

As diretrizes foram anunciadas em um momento em que os estados de todo o país buscam um equilíbrio entre normas de segurança e diversão em meio à temporada de festas, que começa com o Halloween.

“Como algumas das formas tradicionais de celebrar este feriado não permitem minimizar o contato com pessoas que não são membros da família, é importante planejar com antecedência e identificar alternativas mais seguras”, explicou a Secretaria de Saúde do condado de Los Angeles.

Na cidade de Washington DC, bandeiras foram colocadas em um campo para lembrar as 200 mil vítimas da Covid-19 — Foto: Joshua Roberts/Reuters

Os Estados Unidos chegaram a 200 mil mortes pelo novo coronavírus, aponta monitoramento da Universidade Johns Hopkins. É o primeiro país a alcançar esse número de vítimas da Covid-19 no mundo desde o início da pandemia.

Além disso, os EUA estão perto de chegar a 7 milhões de casos confirmados do coronavírus. Tanto em diagnósticos quanto em mortes, o país é o mais atingido no mundo pela Covid-19, em números absolutos.

As primeiras 100 mil mortes confirmadas nos EUA ocorreram entre janeiro e maio. A doença se espalhou rapidamente por todos os 50 estados americanos, mas foi Nova York, entre março e abril, que registrou os piores dias da pandemia — a maior cidade do país registrava centenas de mortes por Covid-19 a cada dia e precisou passar por um lockdown severo.

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