Chefe da União Europeia critica ‘zonas livres de LGBTs’ da Polônia | Mundo

Chefe da União Europeia critica ‘zonas livres de LGBTs’ da Polônia | Mundo

A União Europeia deverá intensificar a pressão na Polônia, onde o governo apoiou uma cidade que instituiu “zonas livres de LGBTs”. Nesta terça-feira (16), a chefe-executiva da União Europeia afirmou que no bloco econômico não pode haver algo dessa natureza.

“Zonas livres de LGBTs são zonas livres de humanidade. E elas não têm lugar na nossa União”, disse Ursula von der Leyen em um discurso no Parlamento Europeu.

Veja uma reportagem sobre a vitória eleitoral do partido Lei e Justiça na Polônia.

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No mês passado, o ministro da Justiça da Polônia disse que o governo do país iria dar dinheiro uma cidade tinha perdido uma verba da UE depois de se declarar uma zona livre de “ideologia LGBT”.

Von der Leyen afirmou que o bloco vai apresentar uma estratégia para fortalecer os direitos LGBT na região.

Reconhecimento de casamentos

Nem toda a União Europeia tem legislação para casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Por exemplo, duas mulheres podem reconhecidas como mães na França, mas não recebem o mesmo tratamento na Polônia.

A chefe-executiva pretende forçar os governos a reconhecer o vínculo reconhecido em um outro país. “Se a pessoa é parente em um país, é parente em todos [do bloco].”

A Polônia e a Hungria se beneficiam de doações da União Europeia, mas os governos dos dois países têm discordado do bloco.

Um dos temas é a tentativa, por parte desses governos nacionais, de controlar tribunais e juízes, mídia e acadêmicos, organizações não-governamentais e grupos de direitos humanos

O próximo orçamento conjunto da União será condicionado à observação de valores democráticos. A questão pode dominar a agenda política dos próximos meses. A discussão deverá ser centrada no mecanismo para desbloquear a verba aos países.

O orçamento é de um trilhão de euros para os anos de 2021 a 2027, e há um novo fundo de recuperação econômica no valor de 750 bilhões de euros adicionais para ajudar a reparar os danos econômicos causados pelo coronavírus.

Von der Leyen também criticou o aparecimento de efígies carnavalescas antissemitas, uma ocorrência regular em lugares como a Bélgica, onde o desfile de Aalst foi retirado da lista das Nações Unidas de eventos culturais reconhecidos por acusações de racismo


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