Rússia vai conceder empréstimo de US$ 1,5 bi à Belarus | Mundo

Rússia vai conceder empréstimo de US$ 1,5 bi à Belarus | Mundo

A Rússia vai conceder um empréstimo de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 7,95 bilhões) à Belarus, combinaram os líderes dos dois países, Vladimir Putin e Alexander Lukashenko, nesta segunda-feira (14).

Lukashenko enfrenta uma onda de protestos e voou Sochi, no Mar Negro, para pedir ajuda a Putin.

Mulheres lideram protestos contra presidente de Belarus

Mulheres lideram protestos contra presidente de Belarus

Cerca de 100 mil pessoas foram às ruas de Minsk, a capital da Belarus, no domingo. Elas pediram a remoção do líder do país, que está no poder há 26 anos. Manifestações acontecem com frequência no país desde uma eleição no dia 9 de agosto. Lukashenko saiu vitorioso, mas há suspeitas de fraude no pleito.

13 de setembro – Manifestantes durante um protesto em Minsk, capital de Belarus, contra os resultados da eleição presidencial. Há um mês os bielorrussos têm se manifestado contra a reeleição do presidente Alexander Lukashenko. Mais de 100 mil pessoas foram às ruas de Minsk por quatro fins de semana consecutivos. — Foto: TUT.BY / AFP

Além do empréstimo, Putin sinalizou que dará apoio a Lukashenko de outras maneiras, dizendo que a cooperação de defesa continuaria entre os dois países.

As agências de notícias russas informaram que Moscou enviará pára-quedistas para exercícios conjuntos.

Putin ainda apoiou os planos de Lukashenko para uma reforma constitucional, que a oposição considera ser um golpe para se agarrar ao poder.

O presidente russo ainda afirmou que cabe aos bielorrussos resolver a crise sozinhos.

Manifestações e prisões

Lukashenko não conseguiu recuperar as ruas dos manifestantes, que o insultaram às dezenas de milhares no domingo com gritos de “Você é um rato”. A polícia disse ter detido 774 pessoas durante o dia.

As forças de segurança têm agido de forma cada vez mais agressiva. Milhares de pessoas já foram detidas, e quase todos os principais líderes da oposição foram presos, deportados ou forçados ao exílio.

Lukashenko diz considerar as manifestações um complô ocidental. Ele solicitou apoio econômico e ajuda militar de Moscou.

Opositora diz que acordo não tem validade

Sviatlana Tsikhanouskaya, a candidata da oposição cujos partidários dizem ter sido a vencedora das eleições, disse que nenhum acordo feito por Lukashenko com Putin seria válido.

“Quero lembrar a Vladimir Putin: tudo o que você aceitar e com o que concordar durante a reunião em Sochi não terá peso legal”, escreveu ela em uma rede social.

“Todos os acordos assinados com um Lukashenko ilegítimo serão revisados pela nova liderança. O povo bielorrusso se recusou a confiar em Lukashenko. Lamento muito que você tenha decidido dialogar com um ditador e não o povo bielorrusso ”.


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