Você viu? Queda na média móvel de mortes na pandemia, feriadão ‘descuidado’, vacinas e mais notícias da semana | Mundo

Você viu? Queda na média móvel de mortes na pandemia, feriadão ‘descuidado’, vacinas e mais notícias da semana | Mundo

Embora as máscaras estejam na moda, a semana começou com feriado prolongado com festas, praias e parques lotados de pessoas descuidadas com a pandemia do novo coronavírus e também com queda na média móvel de mortes por Covid-19. O que vai garantir se podemos ou não relaxar são as vacinas. Mas como andam os testes e estudos. Veja abaixo mais notícias que marcaram a semana.

Mortes em queda. Mas é para relaxar?

O Brasil anda registrando em setembro queda na média móvel de mortes por Covid-19. O freio é bom, mas, segundo especialistas, o dado deve ser interpretado com cautela, uma vez que os registros são recentes e ainda não dá para afirmar que esta é a tendência da pandemia no Brasil.

Proteção contra o vírus

A máscara está na moda. Ao menos é o que mostrou pesquisa do Ibope: 83% dos brasileiros, das classes A, B e C, concordam que as pessoas devem respeitar os protocolos de segurança para conter a Covid-19, como o uso de máscaras faciais.

Feriadão mostrou que não é bem assim

Praias do Rio ficam lotadas no feriado de Sete de Setembro

Praias do Rio ficam lotadas no feriado de Sete de Setembro

Apesar da pesquisa mostrar que a maior parte dos brasileiros topa usar a máscara para se proteger nesta pandemia, o feriadão de 7 de setembro mostrou que não é bem assim e há muita gente descuidada por aí. O fim de semana prolongado foi de praias, parques e bares lotados pelo Brasil: sem distanciamento social e sem máscaras.

Os brasileiros se aglomeraram em espaços de lazer e em festas particulares. A situação ocorreu nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e Rio Grande do Norte, entre outros. Clique aqui e comprove em fotos e vídeos.

Comerciantes tomaram conta da Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, nesta segunda (7) — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

O que vai garantir se podemos ou não relaxar são as vacinas. Mas como foram os testes e estudos ao longo da semana?

A vacina inglesa foi interrompida por suspeita de efeito colateral em um voluntário. A farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford pausaram temporariamente a última etapa de testes – fase 3 – da candidata à vacina contra a Covid-19. Veja respostas para as principais perguntas sobre essa pesquisa.

A vacina russa terá sua produção ampliada no Brasil. O governo da Bahia informou que concluiu o acordo de confidencialidade com a Rússia para que todas as informações científicas da “Sputinik V” sejam repassadas para a Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico (Bahiafarma). Na prática, o acordo marca um avanço nas negociações entre o país e o estado, que a partir de agora poderá ter acesso à tecnologia usada na produção do imunizante.

O próximo passo é a instituição decidir se vai dar seguimento o projeto. Primeiro, o protocolo do governo russo será submetido ao comitê de ética do Instituto Couto Maia, depois ao Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conepe), em Brasília, além da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Enquanto não tem vacina, o G1 mostrou os desafios para a reabertura das escolas.

Manaus completou esta semana um mês de escolas públicas reabertas. A capital do Amazonas notou bons exemplos, mas também temor e desafios. O G1 visitou unidades e encontrou pias com sabão, álcool e medição de temperatura, mas professores relatam sobrecarga de trabalho, os pais temem o transporte coletivo, e alunos dizem que regras nem sempre são cumpridas fora dos portões.

E um levantamento obtido com exclusividade pela GloboNews mostrou que 4,3 milhões de alunos não brancos (negros, pardos e indígenas) da rede pública ficaram sem atividade escolar em casa durante a pandemia. Entre os estudantes brancos, foram 1,5 milhão sem atividades, ou seja, as crianças não brancas foram as mais prejudicadas pela falta de atividades escolares em casa.

Dados do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde apontam que cerca de metade das crianças brasileiras não recebeu todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Imunização em 2020.

  • A cobertura vacinal está em 51,6% para as imunizações infantis. O ideal é que ela fique entre 90% e 95% para garantir proteção contra doenças como sarampo (que tem índice ideal de 95%), coqueluche, meningite e poliomielite.
  • A cobertura vacinal da primeira dose da tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) está abaixo de 60%. A da segunda dose está abaixo de 50%.

Nenhuma das vacinas previstas no calendário infantil teve índices acima de 60%.

Diante da escalada dos preços do arroz, que já subiram quase 20% desde o início do ano, o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Sanzovo Neto, quer promover o consumo de macarrão entre os brasileiros. O produto subiu de fato bem menos: a massa semipreparada ficou 1,79% mais cara desde janeiro. Entenda por que a inflação dos alimentos disparou no país.

Policial Paulo Ricardo Bressa, amigo de Rieli Franciscato, sertanista que morreu após levar uma flechada de indígenas isolados em Rondônia:

Ex-prefeito de Cocal (PI) José Maria Monção, do PTB:

Ponte Golden Gate ficou encoberta pela fumaça das queimadas na Califórnia — Foto: AP Photo/Eric Risberg

Um armazém de óleo e pneus no porto de Beirute, no Líbano, pegou fogo. Há cerca de um mês uma megaexplosão atingiu esse mesmo porto e a região residencial do entorno.

Incêndio na região do porto de Beirute, no Líbano — Foto: Alaa Kanaan/Reuters

A surfista Maya Gabeira bateu o próprio recorde mundial de maior onda já surfada por uma mulher: 22,4m. Ondão surfado durante competição da WSL, em 11 de fevereiro, em Nazaré, supera antiga marca de 20,72m.

Maya Gabeira bate o próprio recorde mundial de maior onda já surfada por uma mulher: 22,4m — Foto: WSL / Pedro Miranda

  • Violência contra crianças

As denúncias de violência contra crianças e adolescentes caíram 12% no Brasil durante a pandemia. Foram registradas 26,4 mil denúncias entre março e junho, segundo menor valor da série histórica iniciada em 2011. Mas de acordo com especialista, fechamento das escolas pode ter dificultado notificações.


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Dum Leão

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