Apesar de crescimento, produção industrial baiana continua abaixo de 2019

Apesar de crescimento, produção industrial baiana continua abaixo de 2019

Em julho, a produção industrial da Bahia apresentou sua terceira variação positiva consecutiva (11,1%) frente ao mês anterior, na comparação com ajuste sazonal, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Mesmo assim, o setor fabril no estado mantém uma queda acumulada na produção de -12,2% entre os meses de março e julho, período da pandemia da Covid-19.

O crescimento da indústria baiana nesse confronto foi bastante superior ao registrado na passagem de maio para junho (2,1%), acima do nacional (8%) e o 5o maior entre os 15 locais pesquisados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) Regional do IBGE.

De junho para julho, a indústria teve resultados positivos em 12 dos 15 locais. Os melhores desempenhos se apresentaram no Ceará (34,5%) e Espírito Santo (28,3%), enquanto que Mato Grosso (-4,2%), Goiás (-0,3%) e Paraná (-0,3%) foram os únicos estados com queda.

O resultado da indústria baiana na comparação com o mesmo mês do ano passado ficou abaixo do nacional (3%) e foi a 5a queda mais acentuada dentre os 15 locais pesquisados. As quedas ainda predominaram em julho, em 8 das 15 áreas investigadas, puxadas por Esprito Santo (13,4%) e Paraná (9,1%). Pernambuco (17,0%) e Amazonas (6,0%) tiveram os melhores desempenhos nessa comparação.

No acumulado de janeiro a julho de 2020, a produção da indústria na Bahia acumula perda de -7,1%, em relação ao mesmo período de 2019. Nos 12 meses encerrados em julho, a indústria na Bahia também se mantém no negativo (5,6%), frente aos 12 meses imediatamente anteriores.

Brasil

As maiores altas na comparação mensal foram nos estados do Ceará, com crescimento de 34,5%, e Espírito Santo, onde houve aumento de 28,3%. O IBGE destaca que o crescimento de 8,6% em São Paulo foi a principal influência no resultado nacional, já que o estado tem o maior parque industrial do país, com destaque para o bom desempenho dos setores de alimentos e de veículos automotores, além das máquinas e equipamentos.

O ganho acumulado em São Paulo nos três meses seguidos de crescimento é de 32%, ainda abaixo das perdas relacionadas à pandemia, já que indicador está 6% abaixo do índice de fevereiro. No Ceará, as altas foram nos setores de couro, artigos de viagens, calçados e vestuário, com alta acumulada de 92,5% em três meses seguidos de crescimento, ficando 1% abaixo do patamar pré-pandemia. O avanço acumulado em dois meses no Espírito Santo soma 28,6%.

Também registraram alta acima da média da indústria nacional em julho os estados do Amazonas (14,6%), Bahia (11,1%), Santa Catarina (10,1%), Pernambuco (9,5%) e Minas Gerais (9,2%). Completam a lista das altas no mês o Rio de Janeiro (7,6%), Rio Grande do Sul (7,0%) e Pará (2,1%). Registraram baixa em julho o Paraná (-0,3%), Goiás (-0,3%) e o Mato Grosso, que caiu 4,2% após dois meses de alta.

Na comparação anual o resultado é negativo em oito dos 15 locais pesquisados pelo IBGE, com queda de 3% na produção nacional. O Espírito Santo (-13,4%) e o Paraná (-9,1%) tiveram as quedas mais acentuadas na comparação com julho de 2019. Também registraram queda o Pará (-7,5%), Rio Grande do Sul (-7,5%), Bahia (-5,7%), Santa Catarina (-4,9%), Mato Grosso (-4,4%) e São Paulo (-3,3%).

As altas em relação a julho do ano passado foram registradas em Pernambuco, que cresceu 17%, Amazonas (6%), Goiás (4%), Ceará (2,7%), Minas Gerais (1,5%), Rio de Janeiro (1%) e Nordeste (0,9%).

Inflação na RMS

Em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial da inflação, ficou em 0,13% na Região Metropolitana de Salvador (RMS), de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado desacelerou em relação a julho, quando o índice havia sido de 0,62%, mas ficou acima da variação de agosto de 2019 (0,04%). Foi a maior inflação para um mês de agosto, na RMS, desde 2015, quando o IPCA havia sido de 0,41%.

A inflação de agosto na RMS foi menor que a verificada no país como um todo, que registrou 0,24%, e a mais baixa dentre as 11 áreas que tiveram aumento médio dos preços.

Com o resultado de agosto, o IPCA da RM Salvador acumula alta de 1,48% no ano de 2020, mantendo movimento de aceleração nesse indicador frente ao acumulado até julho (1,34%). A alta de janeiro a agosto está acima também do verificado no Brasil como um todo (0,70%).

Nos 12 meses encerrados em agosto, a inflação acumulada na RM Salvador também seguiu em alta, indo a 3,23% (frente a 3,13% no acumulado até julho) e se manteve acima do índice nacional (2,44%).




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