Nove grandes farmacêuticas se comprometem a respeitar protocolos para desenvolver vacina contra Covid-19 | Vacina

Nove grandes farmacêuticas se comprometem a respeitar protocolos para desenvolver vacina contra Covid-19 | Vacina

Os diretores-executivos de nove grandes farmacêuticas dos Estados Unidos e da Europa assumiram um compromisso público, nesta terça-feira (8), de garantir que os padrões científicos serão respeitados na busca por uma vacina contra a Covid-19.

As empresas tornaram pública uma promessa de observar padrões de segurança e eficácia.

As signatárias são Pfizer, GlaxoSmithKline, AstraZeneca, Johnson & Johnson, Merck & Co, Moderna, Novavax, Sanofi e BioNTech.

Quanto mais perto a ciência está da vacina contra a Covid, maior é o número de fake news

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Elas afirmaram em comunicado que manterão “a integridade do processo científico enquanto trabalhavam para os registros regulatórios globais e aprovações das primeiras vacinas contras Covid-19″.

Há um debate sobre acelerar as ações necessárias para controlar a Covid-19 e impulsionar os negócios e o comércio globais. A agência americana que regula drogas e alimentos (FDA, na sigla em inglês) disse no mês passado que as vacinas contra a Covid-19 poderiam estar isentas da fase três dos ensaios clínicos (procedimento para validar uma vacina), caso as autoridades considerem que os benefícios superam os riscos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reagiu com um pedido de cautela.

Os desenvolvedores de vacina ainda não têm dados de ensaios em grande escala que mostram os resultados das vacinas, mas a Rússia concedeu aprovação para uma vacina contra Covid-19 no mês passado. Nesta terça (8), o governo russo liberou o primeiro lote para aplicação na população em geral.

A aprovação deve ser baseada em ensaios clínicos com grupos controle que não receberam a vacina em questão. Os participantes e aqueles que trabalham no ensaio não devem saber a que grupo pertencem.

O chefe da Sinovac Biotech da China disse que a maioria de seus funcionários e suas famílias já tomou uma vacina experimental desenvolvida pela empresa chinesa dentro do programa de uso de emergência do país.

As empresas ou instituições chinesas que estão envolvidas em vários projetos importantes de vacinas, não assinaram a declaração.

“Queremos que se saiba que na situação atual não estamos dispostos a comprometer a segurança e a eficácia”, disse o co-signatário Ugur Sahin, presidente-executivo do parceiro alemão da Pfizer, BioNTech.

“Além da pressão e da esperança de que uma vacina esteja disponível o mais rápido possível, também há muita incerteza entre as pessoas de que algumas etapas de desenvolvimento possam ser omitidas aqui”, afirmou.

A BioNTech e a Pfizer podem apresentar dados de testes essenciais já em outubro.

O presidente americano, Donald Trump, afirmou que é possível que os Estados Unidos tenham uma vacina antes das eleições, que acontecem no dia 3 de novembro.

Kamala Harris, a candidata a vice-presidente na chapa de oposição, disse que não acreditaria apenas em sua palavra sobre o potencial de uma vacina contra o coronavírus.

As nove empresas disseram que seguirão as orientações estabelecidas de autoridades regulatórias especializadas, como o FDA.

Sahin, da BioNTech, disse que deve haver uma certeza estatística de 95%, em alguns casos mais alta, sobre a eficácia da vacina.

O executivo da desenvolvedora de vacinas alemã Leukocare, que não assinou o compromisso, foi mais direto: “O que a Rússia fez – e talvez também haja tendências nos EUA de forçar a aprovação de uma vacina que não foi suficientemente desenvolvida na fase clínica – tem um risco enorme”.


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Dum Leão

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