Ex-candidata à presidência de Belarus pede liberdade para opositora presa | Mundo

Ex-candidata à presidência de Belarus pede liberdade para opositora presa | Mundo

A líder da oposição bielorrussa no exílio, Svetlana Tijanóvskaya, exigiu nesta terça-feira (8) a libertação imediata de sua colaboradora e também líder do movimento de protesto Maria Kolésnikova, que foi presa na segunda-feira (7), em um momento em que aumenta a repressão contra os críticos do presidente Alexander Lukashenko.

“Maria Kolésnikova deve ser libertada imediatamente, assim como todos os membros do Conselho Coordenador (para a transferência pacífica do poder) e presos políticos anteriormente detidos”, disse Tijanóvskaya, exilada na Lituânia, citada por sua assessoria de imprensa no canal do Telegram.

Ela afirmou que “a tarefa do Conselho de Coordenação é ser uma plataforma para negociações. Não há outra solução e (o presidente da Bielorrússia, Alexandr) Lukashenko deve perceber isso”

“Você não pode manter pessoas como reféns. Ao sequestrar pessoas em plena luz do dia, Lukashenko mostra sua fraqueza e medo”, disse Tijanóvskaya.

O Comitê de Fronteiras de Belarus confirmou a prisão da carismática líder da oposição, levada no centro de Minsk por vários homens mascarados que a colocaram em um furgão.

O vice-ministro do Interior da Ucrânia, Anton Gueraschenko, disse em sua página de rede social no Facebook que Kolésnikova seria “expulsa” do país junto com dois outros membros do Conselho de Coordenação, Anton Rodnenkov e Ivan Kravtsov, que também estavam desaparecidos e agora estão na Ucrânia, segundo o Serviço Estatal ucraniano de Guarda de Fronteira.

Uma fonte da Interfax-Ucrânia indicou que Kolésnikova, que estava com Rodnenkov e Kravtsov no mesmo carro, não poderia ser expulsa de seu país porque rasgou seu passaporte, impedindo que os guardas de fronteira ucranianos permitissem sua entrada.

“Maria Kolésnikova não foi expulsa. Essa mulher corajosa agiu e ficou no território da República da Bielo-Rússia”, disse Gueraschenko.

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Kolésnikova, membro do Presidium do Conselho de Coordenação, foi a única das três mulheres que enfrentou o presidente Alexandr Lukashenko e que ainda estava em Belarus.

Tijanóvskaya está exilado na Lituânia. Verónika Tsepkalo, que dirigiu a campanha de seu marido, Valeri Tsepkalo, também teve que deixar o país, seguindo os passos de seu marido.

Dos sete membros do Presidium do Conselho Coordenador, apenas dois, o jurista Maxim Znak e a escritora Svetlana Alexievich, Prêmio Nobel de Literatura, seguem em Belarus.

Crise em Belarus — Foto: Juliane Monteiro/ G1


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