Polícia Federal deflagra operação para combater furtos a bancos na Bahia

Polícia Federal deflagra operação para combater furtos a bancos na Bahia

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 3, no estado da Bahia, a Operação Payback, visando cumprir mandados de prisão preventiva e de busca de integrantes de uma organização criminosa especializada em furtos a bancos com atuação também em outros estados.

De acordo com a PF, a investigação foi iniciada a partir da ocorrência de dois furtos e uma tentativa de furto em agências bancárias nas cidades de Feira de Santana, Simões Filho e Alagoinhas, no interior da Bahia, todas no mês de março de 2020. O grupo agia durante a madrugada, invadindo as agências bancárias através de aberturas feitas nas paredes, normalmente a partir de imóveis contíguos – alugados para a ação criminosa.

Após investigações, a Polícia Federal afirma que foram identificadas cinco pessoas envolvidas nos crimes, contra as quais foram expedidos os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, cumpridos por equipes de policiais federais nos estados da Bahia, Santa Catarina e São Paulo. À exceção de um deles, todos os demais suspeitos identificados ao longo das investigações são reincidentes neste tipo de crime.

Ainda conforme a PF, além do valor subtraído, o prejuízo compreende ainda os danos causados aos prédios, instalações, equipamentos e serviços bancários. A investigação prosseguirá com o objetivo de identificar os demais autores e apurar os crimes de lavagem de dinheiro, inclusive para recuperação dos valores subtraídos e arrecadação das coisas obtidas com o produto dos crimes.

A  Polícia Federal informou que cinco suspeitos já foram presos durante a operação. Segundo o delegado Márcio Cunha, as prisões ocorreram em São Paulo (2), Campinas, (1), Joinville (1) e Salvador (1). Ainda segundo o líder da investigação, o suspeito na capital baiana já se encontrava no Presidio de Salvador.

Experientes no crime

Considerada base da quadrilha, a cidade de Joinville, em Santa Catarina é conhecida pelo tipo de ação. “Joinville é uma cidade com muitos participantes nesse tipo de crime, são conhecidos pela expertise das quadrilhas em arrombamento de cofres e terminais de auto-atendimento bancário não são nos roubos, mas nos furtos”, disse o delegado.

“A quadrilha tem base territorial em Joinville, mas parte estava em São Paulo, realizando esse tipo de prática delituosa. Nós identificamos duas tentativas nas cidade de Jacareí e em Jaguariúna, interior paulista. É importante destacar que a PF trabalhou com outras forças de segurança e com a área de inteligência bancária das instituições para encontrar os envolvidos”, explicou Cunha.

Sobre o suspeito preso na cidade a 178 km de Flórianópolis, capital catarinense, o titular informou que o suspeito é uma especie de líder financeiro do grupo. “Financiador e orientador dos demais participantes, ele custeia passagens custos de ferramentos e orienta a quadrilha e hoje atua na questão do financiamento”, revelou, em coletiva.

Devido à pandemia, transferência dos presos para Salvador está sendo analisada pela PF, que vem realizando diligências por vídeo analisando a conveniência da mudança. A quantia furtada não foi revelada, porém é um número considerável, segundo o órgão.

 




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