Salvador teve ao menos 59 casarões desabados em oito anos

Salvador teve ao menos 59 casarões desabados em oito anos

Cerca de 2.555 desabamentos de imóveis foram registrados pela Defesa Civil de Salvador (Codesal) de 2013 até agora. Destes, 1.353 foram totais e 1.202 parciais. Entre as ocorrências, 59 foram desabamentos de casarões (16 totais e 43 parciais).

Conforme balanço da Prefeitura, só em 2020, 11 casarões desabaram, incluindo o que interditou a Ladeira da Montanha, no última dia 18, e o da Rua Conselheiro Dantas, em janeiro no Comércio. Dos 1.295 imóveis vistoriados e cadastrados, 131 possuem risco muito alto de desabamento ou incêndio e outros 273 têm risco alto.

Ainda segundo a Prefeitura, o órgão acaba arcando com os custos da demolição na maioria dos casos, visto que os proprietários alegam hipossuficiência ou não são identificados. Dentre as principais causas de desabamento das estruturas estão o abandono do imóvel, a falta de manutenção e o tempo.

A Codesal relata dificuldade na hora de identificar os proprietários. A busca é feita por informações de donos de edificações vizinhas, pela base de dados da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz) e por informações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), cabendo a este a autuação, aplicação de multas e demais medidas administrativas e judiciais.

A maioria dos casarões com risco de desabamento é tombada pelo Iphan e pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac). De acordo com a Sedur, existe um projeto denominado Revitaliza voltado a promover o desenvolvimento e ocupação do Comércio.

Outro projeto vem sendo estudado pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF) para que alguns prédios sejam recuperados e sirvam de moradias para servidores públicos municipais.

Ao todo, 117 imóveis ociosos ou subutilizados já foram catalogados na região. Recuperados, esses imóveis poderão abrigar 822 apartamentos que serão vendidos aos servidores com parte do valor subsidiado.

Há também imóveis antigos que passam por reforma, a exemplo do Casarão dos Azulejos Azuis, que estava prestes a cair e agora vai abrigar o museu da Música, na Praça Cairu. Atualmente, 80% das secretarias e órgãos do município já foram transferidos para o Comércio.




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