Rui vai cobrar acordo para eleição de Adolfo Menezes na direção da Assembleia

Rui vai cobrar acordo para eleição de Adolfo Menezes na direção da Assembleia

Aliados do atual presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Nelson Leal (PP), que procuram maneiras de alterar a Constituição da Bahia para reconduzi-lo ao cargo no próximo biênio não vão poder contar com o apoio do atual governador Rui Costa (PT).

“Fui chamado a ser fiador, avalista como diz no mundo dos negócios, testemunha como diz no mundo do casamento, em um acordo e eu vou lutar pelo cumprimento desse acordo porque, se alguém quer fazer acordo pra não cumprir, não me chame pra ser testemunha dele”, destacou o governador durante o evento que formalizou a chapa Pastor Sargento Isidório-Eleusa Coronel para concorrer a prefeitura de Salvador (BA), na manhã desta sexta-feira, 4.

Segundo o governador, no momento em que o acordo foi definido, Leal e o deputado estadual Adolfo Menezes (PSD) negociaram de maneira voluntária, durante reuniões sem sua presença ou supervisão. Rui disse que, com a desistência dos outros postulantes, ambos os deputados deram a ele a missão de selecionar quem presidiria o Legislativo baiano no primeiro biênio e também quem assumiria o posto no segundo.

Diante o acordo, Menezes, que não destacou preferência por um período ao contrário de Leal, assumiria a Presidência da Casa em 2021. Articulações que seguem em curso nos bastidores da ALBA tentam reeleger o atual presidente da Casa, que evita abordar o assunto em público.

Na sexta-feira passada,  o próprio Adolfo Menezes (PSD) reafirmou a existência do  acordo.  A declaração ocorreu um dia depois do  vice-governador João Leão (PP) dizer, e entrevista a uma rádio, que não participou de nenhum acordo sobre o assunto e reiterar o desejo da sigla em manter o posto, seja com Leal ou com outro deputado.

A próxima eleição para a Mesa Diretora da Assembleia acontecerá em fevereiro de 2021. “Leão não participou, de fato. Assim como Lídice (presidente do PSB) não participou, quem estava era Alex. E nem estava o presidente do PT, e sim Rosemberg. A gente esteve com o governador, e foi como se estivessem os presidentes”, disse Menezes. “Nelson não foi candidato sozinho, assim como eu. Para ser candidato, falei inicialmente com o presidente do meu partido (Otto Alencar)”, acrescentou.

Procurado, o senador Otto Alencar disse que quem deve falar sobre o assunto é governador. “Gosto muito de Leão, mas declarar posições a meu respeito, acho um contratempo. Não estou ligado nisso. O governador tem se manifestado. Não tenho nada a declarar sobre o assunto”, afirmou.

 




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Dum Leão

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