“Não podemos admitir redução de serviços de saúde”, diz vereadora Aladilce Souza

“Não podemos admitir redução de serviços de saúde”, diz vereadora Aladilce Souza

A ouvidoria da Câmara Municipal de Salvador está acompanhando de perto o serviço digital de recadastramento no Sistema Obrigatório do SUS, que entrou em funcionamento na semana passada. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o recadastramento é obrigatório, a fim de assegurar a transferência de verbas do Governo Federal para a atenção primária à saúde (postos de saúde). A ouvidoria da Câmara foi um dos pioneiros a cobrar a prorrogação do prazo inicial, que era 31 de agosto, e agora passou para 30 de setembro.

>> “Sem dinheiro, podemos ter fechamento de unidades de saúde”, afirma Leo Prates

Em entrevista ao programa Isso é Bahia, na rádio A TARDE FM, na manhã desta quinta-feira, 3, a ouvidora da Câmara e vereadora Aladilce Souza (PCdoB) se disse preocupada com toda esta situação. “As pessoas não estão conseguindo se recadastrar no site. Ou a página está fora do ar ou as pessoas não conseguem inserir os dados. Isso (procedimento) vem sendo feito desde janeiro e estranhamente a Secretaria de Saúde e a prefeitura deixaram para avisar no dia 27 de agosto, perto do fim do prazo, o que foi uma falha da gestão terrível”, afirmou.

Mudança

O recadastramento, determinado pelo Ministério da Saúde, mudou a forma de financiamento, que associa o número de cadastros no sistema de informação do Sistema Único de Saúde (SUS) ao valor do repasse. A vereadora aproveitou a oportunidade para criticar o procedimento no período de pandemia da Covid-19 (novo coronavírus).

“A presença das pessoas está provocando aglomerações nas unidades de saúde, filas enormes neste contexto de pandemia e colocando em risco a saúde das pessoas. E, de última hora, para tentar recuperar o tempo perdido, eles (prefeitura e SMS) montaram sistema para que as pessoas possam se cadastrar diretamente”.

Aladilce Souza falou, ainda, sobre a possibilidade de fechamento de unidades de saúde, apontada pelo secretário municipal de Saúde, Leo Prates, caso haja redução no repasse de recursos por parte do Ministério da Saúde.

“O secretário já vem dizendo que talvez tenha que fechar algumas unidades. Isso é uma coisa absurda. Não podemos admitir redução de serviços de saúde. É preciso que a prefeitura se dedique a corrigir os problemas causados ao longo desses meses, recupere o tempo perdido, conserte este programa para que as pessoas possam se cadastrar e garantir que a prefeitura receba este recurso em valor suficiente”, declarou.

A vereadora concluiu a entrevista fazendo um apelo. “Espero que a gestão da prefeitura municipal coloque a sua estrutura para organizar este espaço e garanta o cadastramento de todas as pessoas. É preciso que toda a população tenha a clareza que o recebimento de recursos dependerá do cadastramento. Esse é o apelo que faço, nós que temos responsabilidade com a saúde da população”.




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