Moderna estuda diminuir ritmo de testes com vacina da Covid-19 para incluir participantes do grupo de risco | Vacina

Moderna estuda diminuir ritmo de testes com vacina da Covid-19 para incluir participantes do grupo de risco | Vacina

A farmacêutica norte-americana Moderna, que desenvolve uma vacina experimental para a Covid-19, deve diminuir o ritmo de seus testes finais para incluir voluntários que façam parte do grupo de risco, disse nessa sexta-feira (4) o presidente-executivo da empresa.

Em entrevista a rede norte-americana de notícias CNBC, Stephane Bancel disse que a medida foi tomada para ampliar a oferta de voluntários e alcançar grupos para os quais a vacina é destinada. A vacina da Moderna é uma das oito no mundo que estão na terceira e última fase dos testes.

“Eu prefiro ter participantes mais diversificados e demorar uma semana a mais”, disse Bancel.

A Moderna anunciou no final de agosto ter começado seu estudo de Fase 3 que vai reunir cerca de 30 mil voluntários adultos que não tiveram contato anterior com a doença. O teste, batizado de ‘Cove’, é o primeiro a ser implementado sob uma operação montada pelo governo norte-americano.

A farmacêutica tem o apoio dos Estados Unidos e uma autorização especial da agência de vigilância sanitária (FDA, em inglês) para acelerar o desenvolvimento, fabricação e distribuição de tratamentos e vacinas contra a Covid-19.


A Fase 3 dos ensaios clínicos é um teste em larga escala – com milhares de indivíduos – que entrega uma avaliação definitiva de eficácia e segurança em maiores populações. Além disso, ela é feita para prever eventos adversos e garantir a durabilidade da proteção. Há apenas 8 candidatas nesta fase em todo o mundo.

Outra candidata promissora

Funcionário mostra frascos com potencial vacina russa contra Covid-19 perto de Moscou — Foto: Andrey Rudakov/Divulgação via REUTERS

O anúncio da Moderna foi feito no mesmo dia em que o Instituto Gamaleya, da Rússia, anunciou que sua vacina, a Sputnik V, não teve efeitos adversos e induziu resposta imune. Os resultados foram publicados na revista científica “The Lancet”, uma das mais importantes do mundo.

Os cientistas russos reconheceram a necessidade de mais testes para comprovar a eficácia da vacina. A imunização foi registrada no mês passado na Rússia, mas a falta de estudos publicados sobre os testes gerou desconfiança entre a comunidade internacional.

No Brasil, o governo do Paraná firmou uma parceria para desenvolver a vacina russa e, nesta sexta (4), informou que o pedido de registro do imunizante à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve ser feito em 10 dias. Os testes no país devem começar em 1 mês.

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