Criticar veterinário no Departamento de Imunização é ignorância, afirma presidente do CRMV-BA

Criticar veterinário no Departamento de Imunização é ignorância, afirma presidente do CRMV-BA

Com a pandemia causada pela Covid-19, o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, nomeou o médico veterinário Lauricio Monteiro Cruz como diretor do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis, da Secretaria de Vigilância em Saúde. A escolha por um médico veterinário para o cargo causou uma série de críticas ao governo.

De acordo com o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado da Bahia (CRMV-BA), Altair Santana de Oliveira, criticar a escolha de um médico veterinário para um cargo que envolve saúde é “uma ignorância”.

“A gente não pode mais trabalhar em saúde pública com um conceito hermeticamente fechado de se trabalhar apenas doentes no hospital. O médico veterinário tem uma formação espetacular na área de epidemiologia. Chega a ser uma ignorância não considerar seu nível de preparo”, explicou Altair Santana em entrevista, na manhã desta quinta-feira, 3, para o ‘Isso é Bahia’, na rádio A TARDE FM.

Para o presidente do Conselho, um médico veterinário é preparado para as áreas de epidemiologia, medicina preventiva, imunologia, além de estar ligado a diversas produções de vacinas.

“Recentemente um grupo de veterinários, em uma pesquisa para cavalos, produziu o soro mais potente que tem anticorpos para o tratamento da Covid-19. As pessoas só lembram do veterinário para a atividade da área de clínica para pet, que também é muito importante”, pontuou.

Durante entrevista, Altair Santana utilizou Ciro Gomes como exemplo, que utilizou as redes sociais para criticar a escolha de um veterinário para ocupar o cargo de diretor do Departamento de Imunização.

“Engraçado que muitos dos críticos políticos não podem criticar. Como Ciro Gomes, que é advogado e foi secretário da Saúde do Ceará. Poderia um ministro da Saúde ser um médico veterinário? Claro que pode”, afirmou.

Obrigação da vacina

Sobre a obrigatoriedade das vacinas, incluindo a da Covid-19, o presidente do CRMV-BA avaliou: “Do ponto de vista científico, elas são seguras e são eficientes meio de controle de doenças”.

“Imagina você não tornar obrigatório vacinar uma criança na época que trabalhávamos para erradicar poliomielite. As crianças, com poucos meses de vida, são obrigadas a tomarem vacinas necessárias. Se isso não acontecer a gente vai retornar a ter doenças medievais”, finalizou Altair Santana.




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