Biden diz que Cuba, China e Rússia contribuíram para impasse político na Venezuela | Eleições nos EUA 2020

Biden diz que Cuba, China e Rússia contribuíram para impasse político na Venezuela | Eleições nos EUA 2020

A entrevista foi concedida nesta quarta-feira (4) a uma emissora afiliada da rede NBC na Flórida. O estado, considerado essencial para chegar à Casa Branca, tem grande população latina, inclusive com muitos cubanos e venezuelanos.

“Foi um fracasso abjeto desde que ele [Trump] chegou ao poder. Nicolás Maduro ficou mais forte, as pessoas na Venezuela vivem pior, em uma das mais graves crises humanitárias do mundo. O país não está mais perto de eleições livres”, disse Biden.

A média das pesquisas compiladas pelo site Real Clear Politics na Flórida aponta vantagem apertada de Biden sobre Trump: 49% contra 45,3%, o que indica uma corrida ainda aberta pelos votos do estado. Nos EUA, a eleição presidencial depende do somatório dos delegados conquistados em cada um dos 50 estados além do Distrito de Columbia (saiba mais no VÍDEO abaixo).

Como funciona a eleição presidencial nos Estados Unidos

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A estratégia de Biden é criticar Trump por não ter conseguido mudar o governo na Venezuela — mesmo impondo sanções progressivas a Maduro e outros políticos chavistas.


O republicano foi o primeiro a reconhecer o opositor Juan Guaidó, presidente da Assembleia Legislativa, como presidente interino da Venezuela. Com o tempo, entretanto, o líder da oposição a Maduro não conseguiu se firmar no poder mesmo com a crise econômica profunda e com o alto número de solicitantes de refúgio que deixaram o país.

Juan Guaidó, autoproclamado presidente da Venezuela, cumprimenta o conselheiro Jared Kushner ao chegar à Câmara dos EUA para ouvir discurso de Donald Trump nesta terça-feira (4) — Foto: Brendan Smialowski/AFP

Guaidó, inclusive, participou do tradicional discurso do presidente americano sobre o Estado da União em Washington. Ao ser mencionado por Trump, ele foi aplaudido tanto por republicanos quanto por democratas no Congresso — um dos poucos momentos em que isso aconteceu no evento.

Emergência nacional para educação

Os ônibus escolares ficam sem uso em um estacionamento na quinta-feira, 26 de março, em St. Louis, nos EUA. Todas as escolas públicas no Missouri estão fechadas devido à pandemia do coronavírus — Foto: Jeff Roberson/AP

Durante ato de campanha no estado de Delaware nesta quarta-feira, Biden disse que a reabertura das escolas deveria ser tratada como emergência nacional. Ele acusou Trump de não ter um plano para a retomada das aulas presenciais durante a pandemia do coronavírus.

“Proteger nossos estudantes, nossos educadores e nossas comunidades. Reabrir nossas escolas de maneira segura e efetiva: é isso uma emergência nacional”, enumerou Biden.

O democrata prometeu que, se eleito, acionaria a Agência Federal de Administração de Emergências (Fema, na sigla em inglês) para garantir os recursos às escolas. Nesta semana, a Fema anunciou que não arcaria com os custos do fornecimento de máscaras e desinfetantes nas instituições de ensino.

Trump homenageia veteranos

Donald Trump, presidente dos EUA, fala diante de navio militar em Wilmington, Carolina do Norte, nesta quarta (2) — Foto: Evan Vucci/AP Photo

Enquanto Biden esteve em Delaware, tradicional reduto democrata, Trump viajou para a Carolina do Norte, estado onde a disputa está indefinida. Em evento, o candidato e presidente declarou Wilmington a primeira cidade patrimônio americano da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Trump homenageou veteranos como Hershel “Woody” Williams, de 97 anos, o único oficial da Marinha ainda vivo que lutou na guerra e recebeu uma Medalha de Honra. O republicano disse que o militar estava “100% em forma”, e lançou uma provocação a Biden:

“Eu conheço um homem de 78 anos que não está tão em forma assim”.


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