“Sem dinheiro, podemos ter fechamento de unidades de saúde”, afirma Leo Prates

“Sem dinheiro, podemos ter fechamento de unidades de saúde”, afirma Leo Prates

Mais de um milhão de pessoas em Salvador já fizeram o cadastramento do Cartão Nacional de Saúde, documento de identificação do usuário do Sistema Único de Saúde (SUS). Deste total, mais de 335 mil realizaram a atualização por meio do site implantado pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), que, na última quinta-feira, 27, apresentou instabilidade, provocando reclamações de alguns usuários.

Em entrevista ao programa Isso é Bahia, na rádio A TARDE FM, na manhã desta quarta-feira, 2, o secretário da pasta, Leo Prates, explicou que o procedimento está sendo feito por determinação do Governo Federal e criticou o novo modelo adotado, que tem como objetivo garantir, para 2021, o financiamento de custeio da atenção primária à saúde (postos de saúde).

“O número de profissionais que você tem na atenção primária é per capita. Este modelo é mais adequado, porque privilegia as áreas mais vulneráveis. No modelo que o Governo Federal adotará a partir do ano que vem, o financiamento se encerra no número de pessoas, nos usuários de saúde e no número de cadastros. Isso vai trazer uma visão industrial para dentro da saúde pública”, pontuou.

A partir deste novo modelo de financiamento, que tem como base o número de cadastros, o secretário acredita ser importante que, mesmo aqueles usuários que não são corriqueiros do sistema público de saúde, façam o cadastro. “É importante que a gente tenha o maior número de cadastros para que você possa compensar as unidades que vão estar subfinanciadas a partir do ano que vem”.

Punição

O secretário explicou que o Ministério da Saúde não impôs qualquer penalidade individual, caso o cidadão deixe de fazer o cadastro, mas chamou a atenção para as consequências da baixa adesão. “A penalidade não é só em relação ao cidadão, é mais coletiva. Sem este dinheiro, podemos ter fechamento de unidades de saúde no ao que vem. Queremos ampliar o valor deste financiamento, de R$ 121 milhões que recebemos no ano passado”, afirmou.

Questionado sobre a iniciativa de cadastramento do usuário não ter partido do próprio Ministério da Saúde, Prates foi categórico. “o Governo Federal não teria condições de fazer isso, porque este sistema nosso é inovador. Ele trabalha com três ações: colhe a informação do cidadão, cruza com o banco de dados federal e vê a unidade onde o usuário está sendo atendido ou no local mais próximo e vincula o cidadão”, explicou.

Apesar de considerar o sistema de cadastramento inovador, o secretário municipal reconheceu haver dois problemas, que teriam provocado as instabilidades no sistema. Um deles é referente à duplicidade de cadastro, no caso do cidadão do interior da Bahia que mudou de domicílio e está em Salvador. O outro está relacionado à pessoa de classe média, que vai usar o posto de saúde para serviços esporádicos e que não estava cadastrada.




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