Projetos de Steve Bannon para exportar populismo radical à Europa encontram obstáculos | Mundo

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Steve Bannon, o ex-conselheiro da Casa Branca acusado de fraude por seu papel em uma iniciativa para angariar dinheiro para ajudar a erguer um muro prometido na fronteira entre os Estados Unidos e o México, também tem enfrentado dificuldades em suas empreitadas na Europa.

Um projeto dele para fundar uma academia para ativistas católicos de direita na Itália é alvo de um inquérito criminal do tribunal criminal de Roma, segundo duas pessoas ouvidas pela Reuters.

Um outro plano, que visava acabar com a União Europeia, foi abandonado.

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“Academia para o Ocidente judaico-cristão”

Bannon atuou durante sete meses como estrategista-chefe da Casa Branca depois de ajudar a conduzir Trump à sua vitória eleitoral de 2016.

Após sair do governo, em agosto de 2017, ele voltou brevemente ao seu antigo empregador, o site de direita Breitbart News, mas mais tarde deixou o posto.

Foi então que ele voltou a atenção para a Europa, onde tentou estabelecer o que seu parceiro italiano classifica como uma “academia para o Ocidente judaico-cristão” em um monastério italiano e promover partidos de direita contrários à União Europeia.

O instituto Dignitatis Humanae, que apoia causas de católicos conservadores e tem sede no monastério, tem um programa para viabilizar duas iniciativas.

Segundo um parceiro de Bannon, o Benjamin Harnwell, o intuito era promover ensinamentos sociais católicos.

Em outubro, o Ministério da Cultura italiano revogou a permissão do instituto de usar o monastério, dizendo que a instituição de Harnwell não cumpriu os requisitos para administrá-lo e que mentiu quando solicitou o uso do edifício.

Uma corte administrativa local suspendeu a ordem de despejo.

Separadamente, um projeto sediado em Bruxelas e apoiado por Bannon chamado “O Movimento” tinha como objetivo acabar com a UE. Ele foi descartado no ano passado, disse Mischael Modrikamen, o advogado belga que se uniu ao ex-conselheiro.

Bannon e sua porta-voz não responderam a diversos pedidos de comentário. Ele foi preso no mês passado em um iate e se declarou inocente ao ser acusado de fraudar centenas de milhares de doadores por meio da campanha de US$ 25 milhões (R$ 134 milhões, na cotação atual) chamada “We Build the Wall”, dizendo que as acusações têm motivação política.


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