Pandemia: impacto nas empresas diminui

Pandemia: impacto nas empresas diminui

Pesquisa da Associação Brasileira de Automação constata que empresas conseguem reagir ao impacto da pandemia

Com a reabertura do comércio na maior parte do país, caiu, na primeira semana de julho, o número de empresas que veem impactos negativos da pandemia em seus negócios.



  • Alternativa de recorrer a empréstimos diminuiu de 35% em abril para 22% em agosto.
  • Total de empresas que farão redução na produção caiu de 53% para 15% de abril para agosto.
  • Caiu de 48% para 33% o número de empresas que optaram por adiar pagamentos a credores.
  • Aumentou o número de empresas que adotaram marketplaces e e-commerce de 14% para 27% de abril para agosto.

Com objetivo de contribuir com a reação positiva do empresariado do país, a Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil realiza constantes estudos para medir o desempenho da produção e da economia.


Desde o início do distanciamento social causado pela pandemia, a entidade se empenha em realizar levantamento de dados com as empresas associadas que buscam  auxiliá-las por meio de estratégias de recuperação no momento da crise. O levantamento “Impactos da pandemia no cenário nacional” colhe informações desde abril e concluiu sua quinta edição em agosto.

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mudanças na pandemia

Mudanças nas empresas. (Foto: Reprodução/GS1br)


Etapas dos levantamentos

A quinta etapa do levantamento deu sinais positivos de recuperação das empresas consultadas com resultados como, por exemplo, a queda de 85% para 64% delas que sentiram redução no faturamento.

Mas, talvez como consequência disso, caiu de 48% para 33% o número de empresas que optaram por adiar pagamentos a credores.

Contudo, a empregabilidade também é um item importante que foi notado. Em maio, houve o pico de 67% de empresas que pretendiam reduzir o quadro de funcionários ou remanejá-los para outras funções. Hoje, esse porcentual é de 54%.

A produção é um dos itens que chama mais a atenção, pois em abril, 53% das empresas que responderam ao levantamento pretendiam programar redução no ritmo em 30 dias. Mas, na quinta etapa, esse número cai para 15%.

Aumento das vendas digitais

O recurso de vendas por meios digitais se tornou destaque. De abril a agosto cresceu de 14% para 27% o porcentual de empresas que passaram a aproveitar os marketplaces e o e-commerce como canais de vendas. No início do isolamento, eram mais da metade das empresas com vendas baseadas unicamente no mundo físico.

Mas na segunda edição houve uma leve movimentação que se consolidou na terceira e quarta edições do estudo, chegando a 56% das empresas vendendo de forma digital em agosto. O uso do WhatsApp como única ferramenta digital atinge cerca de 15% das empresas. E essa movimentação para as vendas digitais ocorre independentemente das atividades de alguns setores que voltaram às vendas presenciais.

Setor da logística e seus impactos

O cenário para o setor da logística é mais um que passou por alterações neste último mês de pesquisa. Porque o número de empresas que tiveram crescimento nas operações logísticas e de entregas passou de 10% na primeira edição para 18% em julho, mantendo o patamar em agosto.

Para Virginia Vaamonde, CEO da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, “é importante salientar que hoje apenas 1% das empresas afirmam não conseguir vender seus produtos, sendo que na primeira edição, em abril, esse volume chegou a 34%“.

Entretanto, dados como esses levam a uma previsão mais amena para o segundo semestre. “Com o passar dos meses houve uma alteração de cenário e hoje a maior parte das empresas está focada em diversificar os canais de vendas e a produção, além de readaptar processos, o que pode indicar que as atividades dessas empresas possam estar caminhando para estabilização“, afirma Virginia.

Sobre a Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil

A Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, é uma organização multissetorial sem fins lucrativos que representa nacionalmente a GS1 Global.

Responsável pelo padrão global de identificação de produtos e serviços (Código de Barras e EPC/RFID) e comunicação (EDI e GDSN) na cadeia de suprimentos.

Além disso, estabelece padrões de identificação de produtos e comunicação, a associação oferece serviços e soluções para as áreas de varejo, saúde, transporte e logística. A organização brasileira tem 58 mil associados.

Por: Beatriz Ferrão

(Foto destaque: Impacto da pandemia nas empresas diminui. Reprodução/R7)



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