Mutilações de cavalos intrigam polícia da França; até 30 podem ter ocorrido, diz ministro | Mundo

Mutilações de cavalos intrigam polícia da França; até 30 podem ter ocorrido, diz ministro | Mundo

Mutilações de cavalos e pôneis que parecem ser ritualísticas vêm intrigando a polícia da França. Na sexta-feira (28), o ministro da Agricultura do país afirmou que até 30 incidentes do tipo foram relatados no país, segundo o jornal britânico “The Guardian”. A revista “Le Point” fala de um ataque registrado 6 meses atrás, em fevereiro.

De acordo com o “The Guardian”, na maior parte dos casos, a orelha direita do animal é cortada. O ministro da Agricultura francês, Julien Denormandie, disse que nenhuma possibilidade está sendo excluída nas investigações.

Depois do primeiro avistamento de um ataque, autoridades em Auxerre, na Borgonha, divulgaram um esboço baseado na descrição de um homem que brigou com dois agressores em seu refúgio de animais, em uma vila na região de Bourgogne-Franche-Comté.

“Eu costumava ter confiança para colocar meus cavalos no pasto. Hoje, tenho medo”, declarou Nicolas Demajean, que dirige o refúgio Rancho da Esperança, à estação de TV regional France 3 na quinta-feira (27).

Alertado por seus porcos gritando, Demajean enfrentou dois atacantes na segunda (24). Ele foi ferido no braço em uma luta com um intruso empunhando uma faca de poda, enquanto o outro cortava os lados de dois pôneis, que estão se recuperando mas “traumatizados”, disse Demajean. Os homens fugiram em um veículo.


No dia seguinte, um jovem pônei foi atacado no departamento de Saône-et-Loire, oeste de Bourgogne-Franche-Comté. Em outro incidente, alguns órgãos de um cavalo foram removidos. Em junho, um burro que supostamente havia participado de feiras de Natal em Paris foi morto em um ataque.

Várias teorias circulam sobre se as mutilações são um rito mórbido de um culto desconhecido, um “desafio” assustador transmitido pelas redes sociais ou atos de imitadores. A especulação generalizada é sobre como atos bárbaros, alguns cirúrgicos, poderiam ser perpetrados sem conhecimento sólido de anatomia equina ou em cavalos em pastagens, que seriam presumivelmente capazes de fugir.

“Não tenho certeza se é necessário grande conhecimento de cavalos”, ponderou, por sua vez, em entrevista ao jornal “The Guardian”, a veterinária Aude Giraudet, chefe da divisão equina da Escola Nacional de Veterinária de Alfort, próxima a Paris.

“Um cavalo com medo no pasto não será pego. O cavalo que se sente confiante com as pessoas… ele virá, achará normal que você coloque um arnês nele ou uma corda em seu pescoço ”, explicou Giraudet.

Proprietária de um animal vítima dos ataques, Lady, Pauline Sarrazin criou um grupo privado no Facebook, “Justice for our Horses”, após a matança selvagem de seu cavalo em 6 de junho, perto de Dieppe, na região da Normandia, na costa do Atlântico. Com o objetivo de compartilhar histórias e conselhos, o grupo agora tem cerca de 17 mil membros, segundo o “The Guardian”.

O presidente da Federação Francesa de Equitação, Serge Lecomte, se ofereceu na sexta para ajudar a polícia na investigação dos casos. Ele afirmou que a federação seria uma das partes em cada caso.

“Todos estamos com medo”, declarou Veronique Dupin, funcionária de um clube de equitação na região de Yvelines, a oeste de Paris, solicitando que a localização exata do estábulo não seja identificada por precaução. O clube instalou câmeras no ano passado por causa de intrusos, e alguém dorme lá todas as noites.

“Apesar disso, não estamos à vontade”, disse Dupin, enfatizando o quão vulneráveis cavalos podem ser. “Eles podem ser grandes, mas são cordeiros.”

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