Manifestantes vão às ruas em Belarus contra reeleição do presidente Alexander Lukashenko | Mundo

Manifestantes vão às ruas em Belarus contra reeleição do presidente Alexander Lukashenko | Mundo

Dezenas de milhares de bielorrussos foram para as ruas neste domingo (30) em Minsk, capital de Belarus, para protestar contra o resultado das eleições presidenciais, que manteve no poder o presidente Alexandre Lukashenko.

Ele ocupa o cargo desde 1994 e enfrenta desde as eleições, no dia 9 de agosto, um movimento de protestos sem precedentes por sua suposta vitória com 80% dos votos. A oposição denuncia como fraudulenta a sua reeleição.

A União Europeia também não reconhece o resultado e prepara novas sanções contra altos funcionários bielorrussos. Lukashenko nega fraude eleitoral.

Manifestantes no centro de Minsk, Bielo-Rússia, contra o presidente Alexander Lukashenko — Foto: Reuters

Os manifestantes chegaram ao centro de Minsk carregando balões, flores e bandeiras, nesta tarde. Belarus teve uma bandeira branca-vermelha-branca por um breve período no início dos anos 1990 e ela se tornou um símbolo dos protestos antigoverno.

Os carros que passavam tocavam suas buzinas em solidariedade. Algumas mulheres se deitaram em protesto em frente a um cordão de homens das forças de segurança, de acordo com a Reuters.

Os manifestantes então se dirigiram à residência de Lukashenko, guardada por forças de segurança com escudos, canhões de água e camburões. Uma coluna de veículos militares blindados foi vista dirigindo em direção ao centro da cidade, informou a agência de notícias russa Interfax.

Manifestantes no centro de Minsk, Bielo-Rússia, contra o presidente Alexander Lukashenko — Foto: Reuters

A polícia fez detenções esporádicas ao longo do dia, amontoando pessoas nos camburões. Pelo menos 125 pessoas foram detidas, disse a agência de notícias russa RIA, citando o Ministério do Interior. Alguns manifestantes resistiram à prisão no que pareciam ser policiais à paisana, disse uma testemunha.

Os primeiros protestos contra o resultado das eleições, no início de agosto, foram duramente reprimidos e resultaram em três mortes, dezenas de feridos e 7 mil pessoas detidas.

Policiais prendem apoiadores da oposição que protestavam contra o resultado das eleições presidenciais em Minsk. 30 de agosto — Foto: Reuters

Neste domingo, Lukashenko completa 66 anos e o presidente russo, Vladimir Putin, usou o telefonema de aniversário para convidar o presidente a visitar Moscou, em um sinal da disposição do Kremlin em apoiar Lukashenko enquanto ele resiste contra a agitação e a ameaça de novas sanções ocidentais.

Alexander Lukashenko apareceu no domingo (23) com um colete à prova de balas e um fuzil Kalashnikov nas mãos. — Foto: State TV and Radio Company of Belarus via AP

Segundo o porta-voz da diplomacia bielorrussa, Anatoli Glaz, a decisão foi tomada de acordo com a recomendação da comissão interministerial de combate ao extremismo e ao terrorismo.

Neste sábado, um grupo de mulheres marchou pelas ruas de Minsk para pedir o fim da repressão policial aos manifestantes.

Liderada por Svetlana Tikhanovskaya, que encontra-se refugiada na Lituânia, a oposição organizou duas grandes manifestações nos dias 16 e 23 de agosto e convocou outro grande protesto para o domingo.

Milhares de mulheres protestam em Belarus contra o governo

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