‘Pacientes tinham fraturas, ferimentos por vidro e problemas psicológicos’, diz brasileiro que atendeu vítimas da explosão em Beirute | Mundo

‘Pacientes tinham fraturas, ferimentos por vidro e problemas psicológicos’, diz brasileiro que atendeu vítimas da explosão em Beirute | Mundo

O cirurgião plástico brasileiro Ghassan Said contou nesta quarta-feira (5) como foi o atendimento às vítimas da explosão que destruiu a zona portuária de Beirute, capital do Líbano.

Ghassan Said já estava em casa quando aconteceu a tragédia que matou mais de 100 pessoas e deixou mais de 4 mil feridos. Porém, voltou às pressas para o hospital em que trabalha a 37 km de Beirute.

“Ficamos até hoje cedo. A gente atendeu bastante ferimentos devido a destroços de vidro, fraturas ósseas, sangramentos internos. A equipe de psiquiatria ajudou no tratamento de certos traumas psicológicos”, afirmou à GloboNews.

“Tivemos um dia bem cansativo ontem. Tentamos atender centenas de feridos”, contou, ressaltando que as equipes de plantão receberam reforço de quem, como ele, já tinha voltado para casa.

A tragédia ainda acontece em um momento de pandemia de Covid-19. Por isso, os profissionais da saúde se organizaram para levar os pacientes para a sala de emergência, mas deixavam familiares do lado de fora do centro médico a fim de evitar eventuais contaminações.

No seu hospital, embora haja um departamento para tratamento de Covid-19, não há internados por causa da doença.

Na noite de terça-feira (no horário do Brasil), ele contou que tinha acabado de almoçar em sua residência, em Beirute, quando sentiu o chão de sua casa tremer. Em seguida, ouviu uma explosão e viu os vidros se quebrando. Ao correr para a sacada, viu uma fumaça rosada. Na rua, ele viu destroços dos imóveis vizinhos. Depois, ele ligou a TV, viu as chocantes imagens no jornal e decidiu voltar ao trabalho.

Com os centros hospitalares da capital todos lotados, os pacientes passaram a ser transportados para locais nas proximidades. Ele passou a noite trabalhando. “Já são 4h30 da manhã e vi centenas de pacientes, estamos tentando ajudar o máximo possível nessa situação bem crítica”, contou.

Ele conta que, como sou cirurgião plástico, recebeu pacientes graves. “Tinha que revisar os ferimentos para ver se tinham vidro, fazer cirurgias reparadoras”, acrescentou.

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Mapa identifica a região portuária de Beirute, onde aconteceu uma grande explosão nesta terça-feira (4) — Foto: G1


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