Ex-professora de 37 anos tenta tirar líder da Belarus do poder | Mundo

Ex-professora de 37 anos tenta tirar líder da Belarus do poder | Mundo

Alexander Lukashenko é o presidente da Belarus há mais de um quarto de século –ele foi o único líder da ex-nação soviética. Ele vai enfrentar uma adversária improvável: uma ex-professora de inglês de 37 anos, sem experiência política. Sviatlana Tsikhanouskaya uniu várias facções da oposição por trás de sua candidatura e atraiu dezenas de milhares de apoiadores para seus comícios de campanha antes das eleições presidenciais de domingo.

Ela entrou na campanha depois que seu marido, um blogueiro, foi detido em maio após decidir desafiar Lukashenko nas urnas.

Tsikhanouskaya diz que as multidões – as maiores manifestações da Bielorrússia desde que se tornaram independentes em 1991 – refletem um desejo desesperado de transformação após o governo de 26 anos do presidente Alexander Lukashenko.

Em uma entrevista à Associated Press, ela se descreveu como um “símbolo de mudança”.

“As pessoas não me veem como um político consumado lutando pelo poder, mas apenas uma pessoa comum como elas –e elas gostam”, disse Tsikhanouskaya. “Eles entendem que eu não quero nada para mim.”


Sua manifestação há alguns dias em Brest, na fronteira com a Polônia, atraiu mais de 20 mil pessoas, uma demonstração maciça de uma cidade que nunca viu grandes protestos políticos. Poucos dias antes, o comício de Tsikhanouskaya na capital, Minsk, atraiu mais de 60 mil. Foi o maior encontro de oposição na Bielorrússia desde os comícios nos meses anteriores ao colapso soviético de 1991.

“Estou cansado de ser paciente e silencioso, cansado de ter medo”, disse Tsikhanouskaya à multidão entusiasmada em Brest.

Votação antecipada começou

A votação antecipada começou nesta terça-feira (4).

De acordo com a Comissão Eleitoral, 5.767 locais de votação foram abertos na ex-república soviética de 9,4 milhões de habitantes para as pessoas que não poderão comparecer às urnas no domingo.

A oposição e muitos analistas independentes temem que a votação antecipada resulte em fraudes. Por este motivo, Svetlana Tikhanovskaya pediu a seus partidários que votem apenas no domingo, de preferência no fim do horário para evitar manipulações.

Também aconselhou os apoiadores a utilizar uma pulseira branca durante a votação para facilitar a recontagem dos votos.

A Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) não estará presente para fiscalizar a votação, pela primeira vez em uma eleição nacional em Belarus desde 2001, já que não recebeu o convite oficial a tempo.

Os resultados das últimas quatro eleições não foram reconhecidos como equitativos pelos observadores da OSCE.


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