The Umbrella Academy entrega segunda temporada com atuação evoluída e cenas polêmicas bem costuradas e impecáveis

The Umbrella Academy entrega segunda temporada com atuação evoluída e cenas polêmicas bem costuradas e impecáveis

A segunda temporada de The Umbrella Academy é positiva pela crítica e pelo público

The Umbrella Academy da Netflix não perde a qualidade de atuação da primeira. Os protagonistas da família Hargreeves mantém o padrão elevado de atuação e entregam uma obra prima à TV. Antes mesmo de sua estreia no último 31 de julho o site Roten Tomatoes já classificava a segunda temporada acima dos 90% de aprovação. A saber, a primeira temporada havia atingido a marca do 76%.



O segundo ano dos Irmãos Hargreeves “transporta” o elenco para a década de 60. No entanto, o “salto no tempo” executado por Cinco (Aidan Gallagher), pela segunda vez não funciona muito bem. Ademais, mesmo os irmãos tendo sido lançados para a mesma década e mesmo estado, em Dallas, cada um cai num ano diferente.


Portanto, separados, os Irmãos Hargreeves constroem uma nova vida. Casamento, profissão, religião, vida simples passam a fazer parte da vida deles. Enfim, veja agora tudo o que conferimos dessa segunda temporada e como que uma adaptação ficou impecavelmente bem construída sem perder a essência original.

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Elenco de The Umbrella Academy volta a enfrentar o apocalipse (Texto com spoilers, cuidado!)

Elenco que protagoniza os Irmãos Hargreeves de volta na segunda temporada de “The Umbrella Academy”. (Foto: Reprodução/Netflix)


Todavia, a adaptação das HQs de Gerard Way e Gabriel Bá havia apresentado na primeira temporada uma família de heróis bastante excêntricos e de personalidades atrativos. Assim, a série chega em seu segundo ano com um ganho perfeito para introduzir os Irmãos Hargreeves numa nova aventura. Introduzidos nos anos 60 em Dallas, a segunda temporada traz uma pitada de humor, aquela pegada do ano anterior e apresenta novos vilões com novos assuntos.

A saber, Luther (Tom Hopper), Diego (David Castañeda), Ben (Justin H. Min), Klaus (Robert Sheehan), Alisson (Emmy Raver-Lampman), Cinco (Aidan Gallagher) e Vanya (Ellen Page) retornam. Os protagonistas voltam com a mesma perfeição no padrão de atuação da família de heróis. Assim, a temporada consegue desenvolver sete planos de fundo, ou seja, sete histórias individuais, mas muito bem costuradas com a essência que The Umbrella Academy apresenta.

Conforme lembramos da conclusão da primeira temporada, Cinco, para impedir o apocalipse decide dar mais um salto no tempo, no entanto, ele, para salvar a família, leva-os junto. Porém, algo mais uma vez dá errado e cada um dos irmãos caem num determinado ano diferente, no mesmo endereço de Dallas. Agora, os Irmãos Hargreeves estão diante de uma Grande Guerra Mundial, e, precisam salvar o mundo. Ademais, Cinco descobre que o apocalipse ainda é uma ameaça e ele precisa reunir a família para juntos, mais uma vez, impedirem o fim do mundo.

 

A abordagem de temas polêmicos resolvidos de forma leve e com seriedade

Vanya (Ellen Page) e Sissy (Marin Ireland). (Foto: Reprodução/Netflix)


Vanya (Page) e Allison (Raver-Lampman) têm o nosso respeito. Com muita maestria, força de atuação, vigor e coragem entraram de corpo e alma em polêmicas de grandes tabus para a época. Ou será que falar de discriminação racial e homofobia ainda são tabus hoje em pleno 2020? A saber, com o “salto do Cinco”, Vanya sofre um acidente e perde a memória. Sem se lembrar de quem é e que tem superpoderes, ela consegue construir uma vida “adotada” por uma família do interior. Assim, Vanya constrói uma relação afetiva com Sissy (Marin Ireland) casada e mãe de um filho. No entanto, quando o marido descobre sobre sua esposa e Vanya, ele decide “cortar o mal pela raiz”, “curar essa doença”.

Enfim, essa é uma década em que o amor LGBTQA+ é considerado uma doença, uma desvirtualização do natural. Ainda mais, Sissy apresenta as marcas de uma mulher que é mal tratada pelo marido, mas que é submissa a ele, porque é assim que o Estado prega. Em outra cena, e nessa apresentada por Klaus (Sheehan), ele é esbofeteado por um jovem futuro soldado instigado pelo tio. Klaus ouviu dizeres como “bate na bichinha”, “acerta a cara desse viado”, antes de levar um soco no rosto.

Por outro lado, Alisson integra um movimento democrático contra o governo, ou contra uma lei branca que despreza a população negra no país. Alisson se casa com um negro, o jovem Raymond (Ysuf Gatewood) e juntos lideram uma manifestação em prol de igualdade entre brancos e negros. As cenas de Alisson e Raymond no “Bar só para Brancos” é de tamanha ignorância humana em que a população branca trata os negros como monstros e doença social.

 

Novos vilões apimentam essa temporada

Poster Promocional da segunda temporada. (Foto: Reprodução/Netflix)


Os três irmãos suecos nos fizeram tremer de medo. Semelhante à dupla armada da primeira temporada, eles foram enviados para caçar os heróis da Umbrella Academy. Um segredo muito bem guardado pela série e revelado com grande perfeição, era de onde eles recebiam a missão. Assim, conhecemos Lila (Ritu Arya), órfã que perdeu seus pais assassinados por Cinco em outra linha temporal.

A saber, uma reviravolta no centro administrativo das linhas temporais introduz o elenco em novos perigos. É impecável a forma que a temporada consegue tirar o nosso foco do perigo dos vilões sem desmerecer a história e sem jogá-la pra segundo plano. Lila é uma perfeita espiã que tenta conquistar a confiança dos Hargreeves. Por fim, parece que sua personagem não estará de volta numa possível continuação. Todavia, o fato dela ser uma personagem que misteriosamente combina os poderes de todos os sete irmãos é algo que não ficou explicado. Mas, não nos interessou saber a ponto de estragar o trabalho final.

The Umbrella Academy dá um novo salto, “no tempo” e na produção/adaptação

Ben (Justin H. Min). (Foto: Reprodução/Netflix)


A fim de que você queira assistir algo diferente, que foge daquela receita pronta, sem clichês pré-determinados, essa é a série ideal. A adaptação da HQ de Gerard Way e Gabriel Bá não perdeu em nenhum minuto se quer a qualidade e a originalidade da história contata no papel. The Umbrella Academy tem um ritmo acelerado com dosagem correta de adrenalina e sempre se preocupa em nos entregar o melhor final.

Antes de mais nada, nosso coração parece se preparar para a despedida de Ben (Justin H. Min). As cenas finais do irmão ajudando Vanya a superar e controlar seu poder faz parte da lista de melhores cenas dessa temporada. “Vanya, eu já estou morto e esses anos que o Klaus me deu é tipo um bônus”, afirma o personagem. “Só te peço uma coisa: pode me abraçar enquanto eu desapareço?”, e o desfecho do personagem se conclui. Ademais, essa segunda temporada soube trabalhar perfeitamente cada personagem em seu plano individual sem se deslocar do plano grupal.

Portanto, ela consegue entreter e nos fazer refletir ao mesmo tempo. Um elogio também cabe às trilhas sonoras que são encaixadas sublimamente nas cenas. Sons de Queen, The Doors e muito mais fizeram as cenas ganhar novos olhares. Parecia que a qualquer hora a gente ia ver algo como Michael Jackson com o seu Thriller (mesmo sabendo que não está tão inserido assim no contexto epocal).

Enfim, ainda não temos a confirmação de uma terceira temporada. Contudo, o ganho final mais uma vez nos faz querer uma nova história. Agora, os Irmãos Hargreeves estão de volta para casa em 2019, será mesmo?

 

 

Por: Dione Afonso

(Foto destaque: Poster promocional da segunda temporada de “The Umbrella Academy”. Reprodução: Netflix/via twitter @UmbrellaAcad)



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