Peregrinação a Meca, limitada pela pandemia, chega ao fim | Mundo

Peregrinação a Meca, limitada pela pandemia, chega ao fim | Mundo

Cerca de 10 mil fiéis muçulmanos concluíram, na tarde de domingo (2), a grande peregrinação a Meca, marcada este ano por medidas rígidas de segurança sanitária devido à pandemia de Covid-19. Nesse ano, um número limitado de fiéis, que vivem na Arábia Saudita, foram autorizados a fazer o hajj, como é chamada a peregrinação considerada um dos cinco pilares do Islã.

Os peregrinos dedicaram este domingo, o quinto e último dia do hajj, à lapidação das pedras que simbolizam Satanás em Mina. Para este ritual, as autoridades forneceram pela primeira vez pedras esterilizadas aos peregrinos. Normalmente, eles mesmos as recolhem.

Fiéis muçulmanos concluem rituais que marcam a peregrinação à Meca, na Árabia Saudita

Fiéis muçulmanos concluem rituais que marcam a peregrinação à Meca, na Árabia Saudita

Depois, os peregrinos voltaram para Meca, a cidade mais sagrada do Islã, para realizar o “tawaf de despedida”, as voltas ao redor da Kaaba, uma estrutura cúbica no coração da Grande Mesquita e para a qual os muçulmanos de todo o mundo vão para suas orações.

O governo saudita implantou um grande dispositivo de segurança e de medidas sanitárias em torno dos locais religiosos. Os rituais, durante os quais os fiéis deviam usar máscaras e respeitar a distância física, foram modificados algumas vezes.

Montagem mostra peregrinos muçulmanos rezando no Monte Arafat, a sudeste da cidade sagrada de Meca, na quinta-feira (30) e durante o hajj de 2019 — Foto: Ahmad Al-Rubaye / AFP

Na quinta-feira, o momento culminante do hajj, a subida do Monte Arafat, feita a 20 km ao leste de Meca, foi reduzido devido ao vírus. Durante este ritual, os fiéis pedem a misericórdia de Deus.

As autoridades estabeleceram um cordão de segurança ao pé da colina, também chamada de Monte da Misericórdia, como parte das medidas de prevenção contra o coronavírus.

Na sexta-feira, os peregrinos fizeram o gesto simbólico que consiste em atirar sete pedras em direção a uma das colunas em Mina, que representa o satanás.

Muçulmano joga pedra em pilar da ponte Jamarat durante o Hajj em Mina, perto da cidade sagrada de Meca, na Arábia Saudita, nesta sexta-feira (31) — Foto: AFP

O rei Salman expressou, na sexta-feira, devido ao feriado do Aid al Adha, seus melhores desejos aos muçulmanos, destacando que as autoridades sauditas “redobraram seus esforços” para proteger os fiéis.

A Arábia Saudita registrou oficialmente cerca de 279 mil casos de coronavírus, dos quais mais de 2.900 morreram.


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