Hong Kong veta 12 candidaturas e prende quatro estudantes sob lei de segurança nacional | Mundo

Hong Kong veta 12 candidaturas e prende quatro estudantes sob lei de segurança nacional | Mundo

O governo de Hong Kong disse nesta quinta-feira (30) que 12 candidatos pró-democracia do país foram desqualificados das eleições legislativas. Entre os fatores citados como justificativa, está a oposição desses candidatos à nova lei de segurança nacional imposta pela China.

Apesar de terem proibido as candidaturas, eles negaram que estejam barrando direitos civis.

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Entre os barrados está o ativista Joshua Wong, alguns membros do Partido Cívico e outros que haviam vencido uma prévia não-oficial no começo deste mês.

A medida deverá desagradar os apoiadores da democracia. Há um mês, o Partido Comunista da China anunciou uma lei de segurança nacional foi decretada para enquadrar Hong Kong, uma região semi-autônoma com um sistema próprio de gestão.

O governo disse que vai barrar mais candidatos.

Os críticos dizem que a medida acontece para impedir a ascensão de uma geração de democratas, depois de uma vitória incontestável nas eleições para os conselhos distritais no ano passado.

“Claramente, Pequim mostra uma desconsideração pela vontade das pessoas de Hong Kong, pisa no último pilar de autonomia e tenta manter a legislatura de Hong Kong em seu comando”, escreveu Wong em uma rede social.

Quatro estudantes de Hong Kong, envolvidos em um grupo pró-independência recentemente dissolvido, foram detidos pela polícia na quarta-feira (29) sob a nova lei de segurança nacional. Segundo a polícia, os três homens e a mulher, com idades entre 16 e 21 anos, são suspeitos de “organizar e incitar a secessão”.

Essas são as primeiras prisões de figuras políticas públicas desde que entrou em vigor a polêmica lei, imposta pelo regime comunista de Pequim em seu território semiautônomo em 30 de junho. A norma penaliza “subversão, secessão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras”.

“Nossas fontes e nossa investigação mostram que o grupo anunciou recentemente nas redes sociais a criação de uma organização que defende a independência de Hong Kong”, afirmou aos jornalistas Li Kwai-wah, agente da nova unidade de segurança nacional da polícia de Hong Kong.

O Student Localism, um grupo de defesa da independência que foi dissolvido em junho, disse que seu ex-líder Tony Chung, de 19 anos, é uma das pessoas presas. Dois outros ex-integrantes da organização foram identificados por autoridades políticas e a mídia local.

A oposição pró-democracia de Hong Kong teme que a lei resulte na perda de liberdades para os 7,5 milhões de habitantes da ex-colônia britânica, que foi reassumida pela China em 1997.


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