Rui Costa tenta resolver imbróglio sobre sucessão na presidência da Assembleia

Rui Costa tenta resolver imbróglio sobre sucessão na presidência da Assembleia

Existe a expectativa de que seja batido o martelo ainda nesta quarta-feira, 29, sobre a sucessão na presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

O governador Rui Costa (PT) participa de uma reunião com o atual presidente, Nelson Leal (PP), e o deputado Adolfo Menezes (PSD). Também participa das conversas em torno do assunto o deputado Rosemberg Pinto (PT), líder do governo na Assembleia.

Embora não fale publicamente sobre o assunto, Leal tem se movimentado nos bastidores pela reeleição. Para isso, no entanto, ele precisaria modificar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), aprovada em abril de 2017, e quebrar um acordo feito na época em que assumiu o comando da Casa.

Na ocasião, ficou acertado que Leal seria presidente no biênio 2019/2020, sendo sucedido por Menezes em seguida. A eleição acontece em fevereiro. Menezes é, inclusive, o autor da PEC que proíbe a reeleição para cargos da Mesa Diretora dentro de uma mesma legislatura.

Ao ser perguntado na terça-feira, 28, sobre sua articulação, o presidente da Alba se esquivou. “Estamos hoje aqui fazendo entregas. Nosso foco aqui hoje é fazer com que esses equipamentos cheguem à população baiana. Hoje não é o momento”, afirmou Leal, ao participar, junto com o governador, da entrega de equipamentos e ônibus a prefeitos baianos.

Correligionários de Menezes cobram o cumprimento do acordo. “A bancada do PSD é contra a derrubada da PEC, mesmo com Nelson fazendo um excelente trabalho. A gente vai falar o quê para a sociedade? Vai mudar a PEC em função de quê?”, questiona Alex da Piatã, líder do PSD na Assembleia.

Segunda vice-presidente da Alba, a deputada Ivana Bastos (PSD) diz que está afastada do debate, mas lembra que houve um compromisso firmado. “O presidente Nelson Leal não fez nenhuma reunião, não disse que colocará a PEC em plenário”, observa.

Também integrante da Mesa, o deputado Soldado Prisco (PSC), 4º vice-presidente, evita se posicionar abertamente sobre o tema, mas sinaliza que poderia apoiar a mudança da PEC em função das circunstâncias excepcionais da pandemia. “Para mim não chegou nada concreto, nenhum pedido ou informação. Mas vá lá que ele [Leal] mande uma proposta que valha só para essa legislatura. É uma discussão que pode ser feita”, avalia.




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