Coronavírus: assuntos destaques da semana

Coronavírus: assuntos destaques da semana

Vacina de Oxford mostrando ser segura e ineficácia da hidroxicloroquina no combate ao coronavírus foram alguns dos principais destaques da semana

O boletim epidemiológico deste domingo (26), veiculado pelo Ministério da Saúde, registrou 555 mortes nas últimas 24 horas. Com isso, o total chegou a 87.004. Já o quantitativo de pessoas infectadas ao longo da pandemia está em 2.419.091, sendo que 24.578 novos casos foram registrados em 24 horas. Nesta segunda-feira (20), o Brasil passou dos 80 mil óbitos. 80 mil pessoas perderam a batalha contra o Sars-Cov-2. 80 mil famílias perderam um ente querido (um pai, uma mãe, um filho, uma tia, um avô). A descoberta de uma vacina capaz de combater o coronavírus está tão perto, mais ao mesmo tempo tão longe. Enquanto isso, é importante sempre lembrar dos cuidados.



Vai sair de casa? Não esqueça da máscara. Leve no mínimo duas, já que a máscara de tecido deve ser trocada a cada duas horas ou quando estiver visivelmente suja ou úmida. Também não esqueça de levar um recipiente com álcool em gel, para higienizar as mãos constantemente. Evite aglomeração e mantenha o distanciamento social sempre quando for possível. E para aqueles que ainda podem manter o isolamento: fique em casa.



Últimas atualizações sobre os casos de coronavírus (Foto: Reprodução/JotaInfo)


Obs: Uma vez que, agora, o Ministério da Saúde divulga a tabela com a situação epidemiológica apenas para a imprensa. A fonte secundária que recebe essas informações é a página ‘JotaInfo’, no twitter.

Estudo com a vacina chinesa começa a ser realizado no Brasil

Aprovada pela Anvisa no último dia 5, a testagem da vacina chinesa teve início na terça-feira (21). Desenvolvida pelo laboratório Sinovac Biotech, a chamada Coronavac está na fase final dos testes clínicos e chegou ao Brasil na segunda-feira (20), cerca de 20 mil doses. Dessa maneira, o primeiro voluntário a receber a primeira dose foi uma clínica-geral de 27 anos, uma vez que os profissionais da linha de frente foram priorizados. Serão administradas duas doses do imunizante com um intervalo de 14 dias. Ao total, serão 9 mil voluntários de 6 estados: Rio de Janeiro, Brasília, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná.


Vacina chinesa começa a ser testada no Brasil (Foto: Reprodução/ South_agency/ istock)


O país tem sido o principal alvo das pesquisas por ser um dos mais afetados pela pandemia. Posto isto, os estados para a realização da pesquisa com o produto chinês foram escolhidos seguindo os mesmos critérios, sendo os mais atingidos pelo Sars-cov-2. De acordo com o governador de São Paulo, João Dória, espera-se um resultado em até 90 dias. Caso seja positivo, por conseguinte, o Instituto Butantan produzirá 120 milhões de doses no início de 2021, que serão distribuídas pelo SUS.

Vacina de Oxford apresenta resultados positivos no combate ao novo coronavírus

Nesta segunda-feira (20), a mais promissora vacina contra o coronavírus apresentou resultados animadores. Desse modo, a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, em parceria com a empresa farmacêutica AstraZeneca mostrou-se segura. Além disso, o imunizante também foi capaz de induzir uma resposta imune do organismo saudável, sem provocar efeitos colaterais graves. Os resultados foram apresentados na revista científica The Lancet e se referem as fases 1 e 2 dos testes.

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A terceira fase dos testes começaram em junho no Brasil. Ela conta com a participação de 5 mil voluntários: 2 mil em São Paulo, 2 mil na Bahia e 1 mil no Rio de Janeiro. Vacinas desenvolvidas pela farmacêutica norte-americana Pfizer e pela empresa de biotecnologia alemã BioNTech também se mostraram seguras e induziram uma resposta do sistema imunológico. Ademais, a a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (21) um ensaio clínico com os imunizantes. O estudo contará com a participação de 29 mil voluntários, desses, 1 mil será do Brasil, de 2 estados: Bahia e São Paulo.

Farmacêuticas divergem em relação ao preço das vacinas contra o novo coronavírus

As empresas farmacêuticas estão recebendo subsídios de vários governos mundiais, inclusive dos Estados Unidos, para produzir uma vacina eficaz contra a Covid-19. No entanto, nem sempre o financiamento está atrelado a um acordo do preço pelo qual o produto será vendido. Por isso, os laboratórios Pfizer, MSD (Merck Sharp & Dohme) e Moderna afirmaram que não venderão o imunizante a preço de custo, caso sua eficácia seja comprovada. Isso ocorreu durante uma audiência no Congresso dos EUA, nesta terça-feira (21).

A farmacêutica Moderna está testando uma das vacinas mais avançadas do mundo, cujos experimentos entrarão na última fase na próxima semana. Ao contrário dessas organizações, a Johnson & Johnson e a AstraZeneca (parceira na produção da vacina de Oxford) concordaram com a venda sem obtenção de lucro, inicialmente. Dessa forma, o custo da dose será mais em conta. “A preço de custo, será em torno de 2,5 euros por unidade”, disse Pascal Soriot, diretor-geral da AstraZeneca, à RTL. Sendo assim, no câmbio deste domingo (26), com o euro a R$ 6,10, o preço do imunizante de Oxford equivaleria a cerca de R$ 15

Estudo brasileiro aponta que a hidroxicloroquina não é eficaz no tratamento da Covid-19

Artigo publicado no periódico médico The New England Journal of Medicine mostrou a ineficácia da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19. Sendo considerado o maior estudo brasileiro já publicado, ele contou com a participação de 667 pessoas, de 55 hospitais brasileiros. Dessa maneira, os pacientes foram divididos em 3 grupos. Assim, 221 receberam hidroxicloroquina, em 217 foi administrada uma combinação da hidroxicloroquina e azitromicina e os outros 229 indivíduos receberam o tratamento padrão.

Após 15 dias do início do tratamento, os pesquisadores observaram resultados semelhantes entre os 3 grupos. Com isso, todos os participantes já não possuíam nenhuma limitação respiratória, o ritmo de recuperação era o mesmo. Logo, os cientistas constataram a ineficiência dos medicamentos no combate a infecção do novo coronavírus para os casos leves e moderados. Essa é mais uma pesquisa que mostra a não eficiência da hidroxicloroquina para tratar pessoas com a Covid-19.


Anvisa proíbe venda de hidroxicloroquina sem receita (Foto: Reprodução/ Agência Brasil)


Apesar disso, o remédio vem sendo divulgado como possível agente no combate ao vírus. Por isso, a Anvisa implementou normas que proíbem a venda do fármaco sem receita. Assim como da cloroquina, nitazoxanida e da ivermectina. As regras entraram em vigor para impedir a venda indiscriminada dos medicamentos e manter os estoques, já que possuem comprovação científica para o tratamento de outras doenças.

Após realizar um novo exame, Bolsonaro testa negativo para o coronavírus

A confirmação da recuperação do presidente Jair Bolsonaro veio através de uma nova investigação para detectar o vírus nesta sexta-feira (25). Então, neste sábado (26), ele informou à CNN que o resultado do seu quarto exame para a Covid-19 foi negativo. O diagnóstico positivo havia sido anunciado pelo próprio presidente durante uma entrevista à TV Brasil, no último dia 07. Assim, desde então, Bolsonaro realizou mais 3 testes, que deram positivo.

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Nesta segunda-feira (20), o ministro da cidadania, Onyx Lorenzoni divulgou ter testado positivo para o coronavírus. Logo depois, o ministro da educação, Milton Ribeiro também confirmou que o vírus foi detectado em seu organismo. Com eles, já são quatro ministros do governo Bolsonaro a serem diagnosticados com o coronavírus. Os primeiros a contrair o vírus foram os ministros das Minas e Energia, Bento Albuquerque e Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, logo no início da pandemia.

Por: Lourice Rocha

(Foto destaque: Principais notícias da semana sobre a Covid-19.Reprodução/Freepik)



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