Bahia registra perda de R$ 1,5 bi na arrecadação

Bahia registra perda de R$ 1,5 bi na arrecadação

A Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz) divulgou que a Bahia já registra uma perda de R$ 1,5 bilhão em receitas brutas nos meses de abril, maio e junho deste ano, em comparação ao mesmo período de 2019. De acordo com o secretário Manoel Vitório, em entrevista, na manhã de ontem, para o programa Isso é Bahia, na rádio A TARDE FM, a tendência é que a queda continue até o final do ano.

O secretário explica que a queda de receita foi mais intensa no começo da pandemia, com a parada de diversos setores econômicos e com empresas e consumidores segurando os gastos.

“Com certeza, até o final do ano, nós vamos enfrentar um desafio muito grande. No primeiro momento, a população e empresas seguraram o consumo, então a queda da receita foi muito grande. Depois você começa a ver um movimento de tentativa de normalidade. Alguns setores, como supermercados, tiveram até um crescimento de vendas, mas não é o suficiente para compensar o fechamento de segmentos inteiros”, explica.

De acordo com Manoel Vitório, o retorno das atividades econômicas na Bahia não vai compensar a perda de R$ 1,5 bi da receita.

Foco na fiscalização

“Essa desaceleração das perdas que está acontecendo agora não compensa as perdas que já ocorreram. Também temos que levar em consideração, quando falamos de perda, é que a comparação é 2019, e o custeio da máquina pública e os investimentos continuam”.

O secretário também destaca que a situação na Bahia não está pior por conta de dois “pilares” que foram prioridade no governo desde o começo da pandemia.

“Primeiro, nós redirecionamos o foco de fiscalização, no sentido de atuar mais fortemente naqueles segmentos que estão funcionando para não perder arrecadação e evitar sonegação. E a segunda foi o decreto do governador que concentrou na Sefaz boa parte das novas contratações, estando fora as aquisições e contratações para a pandemia”.

Isso gerou, conforme Vitório, uma redução de despesas que ajudou a equilibrar as contas. O secretário enfatizou, durante entrevista ao Isso é Bahia, que cortar impostos seria inviável neste momento, principalmente com a necessidade de se investir mais no estado no combate à Covid-19.

“Nós vivemos da arrecadação de impostos. Abrir mão disso e abrir mão de um imposto que o cidadão baiano pagou significa correr o risco de não conseguir atender esta população”.

Ainda segundo o gestor da pasta, “com o coronavírus, de extra, foram gastos até agora R$ 812 milhões. Diretamente do Tesouro estadual, nós gastamos R$ 482 milhões. Então não dá para imaginar abrir mão deste tributo e depois não conseguir dar assistência para a população”.




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