Desafio das eleições na pandemia é discutido em mesa redonda de A TARDE

Desafio das eleições na pandemia é discutido em mesa redonda de A TARDE

Os desafios de uma eleição em meio à pandemia do novo coronavírus foi o tema de uma mesa redonda realizada pelo Grupo A TARDE no A Tarde TV Vídeo, página oficial do grupo de comunicação na plataforma Youtube, com especialistas na área da comunicação política.

O cientista político e ex-professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Joviniano Neto, e parceria com o cientista político e professor da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), Cláudio André, dividiram a bancada com o advogado e professor de direito eleitoral da Ufba, Jaime Barreiros Neto, e o jornalista e colunista do grupo A Tarde, Osvaldo Lyra.

Para o cargo de chefe do poder municipal, a avaliação geral dos especialistas é de que a condução do prefeito em meio a pandemia será determinante para sua reeleição ou para seleção do seu indicado ao cargo.

“Muitos prefeitos foram levados ao desafio de criar políticas públicas, gestar redes de saúde em um momento difícil para sociedade. E isso criou uma oportunidade dos gestores se destacar mais. As pesquisas A TARDE/ DataPoder 360 mostrou que muitos gestores estavam se recuperando diante da pandemia, melhorando sua imagem perante os eleitores”, explica Cláudio André.

E a manutenção desta popularidade demanda um esforço maior do gestor, já que no final de Junho, o Congresso Nacional aprovou o adiamento da eleição de 2020, de outubro para novembro, com a possibilidade de ser realizada em dezembro nos municípios onde a pandemia fora de controle.

O advogado Joviniano Neto avalia que o adiamento do pleito de 2020 foi “a decisão correta” e a “melhor saída”. Ele pontua que um “problema maior” poderia ser criado caso se optasse por uma prorrogação de mandatos.

Outra alternativa criada foi que o juiz eleitoral assumisse o poder municipal e legislativo até a realização da eleição em 2021, coisa que Neto classificou como “inviável”. O último problema a ser vencido foi a inversão de algumas fases da campanha, a exemplo da que colocou à prestação de contas para ser feita após a posse. “A legislação não impede o candidato com contas rejeitadas de assumir o cargo”, lembra o professor da Ufba.

A dinâmica da eleição neste ano foi analisada em seus diversos aspectos, entre eles, o que trata da relação eleitor-candidato em um cenário de distanciamento social, foi o assunto do comentário do cientista político Joviniano Neto.

“Na capital, a campanha de vereadores, boa parte dela será feita via liderança de bairro, redes pessoais, locais. O que vai envolver mais rede de contato. Nessa eleição, o clima de Ba-Vi vai diminuir. Os eleitores irão menos para rua, mesmo aqueles que gostam de ir para rua apoiar seus candidatos, irão diminuir”, sinaliza o cientista político e ex-professor da Ufba.

Os especialistas sinalizam um aprofundamento no processo de digitalização das campanhas políticas, acentuada na campanha à presidência da República em 2014 e que atingiu o seu auge em 2018, com a eleição de Jair Bolsonaro.




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